30/03/2017 08h11

SURDINA

 

Sem alardes, o PMDB vem buscando se aliar a lideranças na Capital e no interior visando às eleições do ano que vem. Onde existe alguém com algum potencial de votos, seja de político com mandato ou não, figura de maior expressão do partido, André Puccinelli inicia o trabalho de convencimento e de possível compromisso de apoio ao seu grupo. Essas investidas vêm sendo feitas de forma sistemática e pragmática. O canto da sereia, dizem, é tentador, mas dúvidas adiam as respostas.

FATURA

Aliás, o PMDB pretende fazer pesquisa de intenção de voto na base da vaquinha. Pelo menos é o que garante a direção estadual da legenda em Mato Grosso do Sul, sob o comando do atual presidente da Assembleia Legislativa, Júnior Mochi. Ele disse que pretende fracionar e dividir os custos com os diretórios municipais. Embora os beneficiários sejam apenas os candidatos a deputado estadual, federal, senador e governo, todos vão ter que pagar a fatura.

FALSÁRIOS

Até que ponto o país chegou. Órgãos criados para fiscalizar desvios do dinheiro público vão parar na vala comum da corrupção. O episódio mais recente aconteceu ontem com a prisão de cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro. Mas não é só lá que acontece esse tipo de maracutaia. Coisas desse tipo se estendem a TCEs de outros Estados sem que ações mais enérgicas sejam tomadas para acabar com a farra. Cadeia sem dó e nem piedade nesses malandros!

PIZZA (?)

Final feliz. É assim que muitos delinquentes esperam acabarem as investigações da Operação Lama Asfáltica, a mesma que prendeu o ex-deputado federal e ex-secretário de Obras, Edson Giroto (PR), e o empresário campeão em licitação pública, João Amorim. No entanto, o povo quer vê-los na cadeia. Com a palavra a Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União, o Ministério Público Federal e a Receita Federal, que apuram desvio milionário de dinheiro público em MS.

CALO

O deputado Amarildo Cruz (PT) defendeu na quarta-feira (29) a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para atuar durante as discussões em torno da proposta de reforma do sistema previdenciário de Mato Grosso do Sul. A ideia, segundo ele, é o colegiado discutir diretamente com o Governo os dados e as inúmeras denúncias de irregularidades no setor.

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