Sul-mato-grossenses vindos de São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Belém já constam no boletim como casos confirmados; Estado chega a 430 positivos e mantém curva de crescimento exponencial

A saturação dos sistemas de saúde de praticamente todas as captais do país está trazendo “de volta para casa” pacientes que estavam em outros Estados no início da pandemia.

Apenas no último boletim epidemiológico, divulgado nesta quarta-feira, 13, quatro casos têm procedência de outros Estados. São pacientes que vieram de São Paulo, Rio de Janeiro, Belém e Distrito Federal.

Além dos sul-mato-grossenses que estão “voltando para casa” ainda há pacientes em tratamento no Estado que têm residência em outros estados e até outro país.

“Nossa ocupação de leitos clínicos e de UTI é baixíssima em comparação a outros Estados da Federação”, afirmou o Secretário de Saúde, dr. Geraldo Resende. “Nós construímos uma estrutura muito importante de leitos para o Estado. Esse processo está em construção ainda. Nós esperemos não utilizar todos os leitos que estão disponibilizados”, afirmou.

Dos 296 leitos de UTI já disponíveis na rede pública, Mato Grosso do Sul registra uma taxa de ocupação de apenas 2%.

Sobre os sul-mato-grossenses “repatriados”, ele afirmou que espera que as pessoas tenham a responsabilidade de buscar a autoridade de saúde local assim que retornarem, para que o monitoramento seja completo. “Estamos monitorando todos os pacientes do Estado. Mas é importante a colaboração dos pacientes que vêm de fora e seus familiares, para que, assim que retornem ao MS, eles acionem as autoridades sanitárias”, disse.

Atualização do boletim

Com mais 25 casos confirmados nas últimas 24h, o Mato Grosso do Sul registra 430 casos positivos para Covid-19. Desse total, 212 já cumpriram quarentena e são considerados recuperados; 188 cumprem isolamento domiciliar, 13 morreram e 19 estão internados – 9 em leitos clínicos e 10 em UTI. Duas pessoas que ocupam leitos não são moradores do Estado, por isso não entram nos números do boletim.

Curva progressiva

Nos últimos dias, o Estado assistiu ao crescimento progressivo de sua curva de casos confirmados. A situação mais crítica é registrada em Guia Lopes da Laguna, onde a incidência da doença é de 464,9 casos por 100 mil habitantes – uma das piores do Brasil. Outras cidades que estão em alerta são Brasilândia (126,3 casos por 100 mil habitantes), Sonora (67,4 casos/100 mil habitantes) e Três Lagoas (61,8 casos/100 mil habitantes). A interiorização da Covid-19 preocupa as autoridades de saúde.

Em média, nos últimos sete dias, são acrescentados 20 novos casos por dia – a maior média diária desde o início da pandemia.

E a situação deve se agravar, segundo o Secretário de Saúde. “Todos os especialistas dizem que o pico dos casos deve acontecer entre a 20ª e a 25ª semanas epidemiológicas. Estamos na 20ª”, afirmou.

A Secretária Adjunta, dra. Christinne Maymone, também alertou para o fato de que agora se inicia o período de maior propagação dos vírus gripais, o que pode impactar na ocupação de leitos nos hospitais.

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