20/11/2018 14h04

Ortopedista Luiz Henrique Mandetta, ex-secretário de saúde de Campo Grande, une-se à Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, como representantes de MS no novo governo

Redação

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) anunciou o deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) como futuro ministro da Saúde. Este é o 10º nome anunciado para o próximo governo e o segundo do Mato Grosso do Sul. Com Tereza Cristina, nova Ministra da Agricultura, o campo-grandense Mandetta engrossa a representatividade do Estado no próximo governo.

O nome de Mandetta foi defendido por grupos próximos a Bolsonaro, como o futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), e o governador eleito de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Ele participou na manhã de hoje (20) de reunião em Brasília com Bolsonaro e deputados da bancada da saúde e com representantes da Associação das Santas Casas.

Médico ortopedista com foco em pediatria, Mandetta já atuou no Hospital Militar e no Hospital Geral do Exército, no Rio de Janeiro, e foi diretor da Santa Casa de Campo Grande e da Unimed.

Também foi secretário municipal de saúde de Campo Grande, cargo que assumiu em 2005 e onde ficou até 2010, saindo para candidatar-se a deputado federal, cargo que ocupa desde então. Mandetta, no entanto, não se candidatou às eleições neste ano.

Mandetta foi um dos conselheiros de Bolsonaro durante a campanha. É dele, por exemplo, a ideia de investir em projetos para melhorar a saúde bucal de gestantes. O nome de Mandetta, porém, divide membros de entidades médicas.

Parte do grupo considera que ele deu força em projetos de lei do programa Mais Médicos, alvo de críticas dessas associações. Outros, no entanto, dizem ver nele um aliado para demandas da categoria, como na defesa de uma carreira de estado aos profissionais.

#### DESAFIOS

Mandetta terá muitos desafios a enfrentar na gestão da saúde no Brasil. Área apontada em pesquisas como uma das principais preocupações da população, a saúde vive um paradoxo.

Em 30 anos, o SUS (Sistema Único de Saúde) consolidou-se como o maior sistema de saúde gratuito do mundo, atendendo a quase 75% da população do país.

A oferta de serviços, porém, é desafiada por um quadro crônico de subfinanciamento, que pode piorar nos próximos anos. Ao mesmo tempo, diante de uma projeção de aumento nos gastos, o sistema desperdiça recursos por conta da ineficiência.

E quem sofre é a população com filas, dificuldade de acesso a especialistas, longo tempo de espera por cirurgias eletivas e emergências superlotadas.

O campo-grandende Luiz Henrique Mandetta será Ministro da Saúde do governo Bolsonaro. Foto: Divulgação

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