18/01/2012 08h24 – Atualizado em 18/01/2012 08h24

Fontes policiais indicaram que Francesco Schettini será submetido a análises para verificar se ele consumiu drogas na noite do naufrágio.

Agência Brasil

A Justiça italiana decidiu na noite de hoje (17) que Francesco Schettino, comandante do cruzeiro Costa Concordia, que naufragou na costa da ilha italiana de Giglio, na Toscana, ficará em prisão domiciliar. O acidente causou a morte de 11 pessoas e 23 ainda estão desaparecidas.

A decisão foi da juíza Valeria Montesarchio, do Tribunal de Grosseto. O procurador de Grosseto, Francesco Verusio, ordenou a prisão do comandante no sábado (14), temendo que ele fugisse ou dissimulasse provas. Schettino é acusado de homicídio culposo, naufrágio e abandono de navio.

Hoje, durante depoimento ao juiz encarregado das investigações preliminares, o comandante negou ter abandonado o navio durante a retirada dos passageiros e declarou “ter salvado milhares de vidas” ao fazer uma manobra para direcionar o navio rumo à costa. Ele também disse ter caído no mar, o que o impediu de estar a bordo para prestar socorro e organizar o salvamento.

No entanto, conversa gravada entre a Guarda Costeira e Schettino mostra que o comandante deixou a embarcação antes de retirar todos os passageiros. Ele também é acusado de ter demorado a ordenar a retirada das pessoas. Revoltada, a tripulação começou a operação, sem esperar que o comandante desse a ordem de abandono do navio.

Fontes policiais indicaram que Francesco Schettini será submetido a análises para verificar se ele consumiu drogas na noite do naufrágio.

A Guarda Costeira italiana encontrou mais cinco corpos de vítimas do naufrágio do Costa Concordia, aumentando para 11 o número de mortos

O navio Costa Concordia levava mais de 4,2 mil passageiros, sendo 53 brasileiros. Mais de 20 pessoas estão desaparecidas, a maioria de origem alemã.

A empresa Costa Cruzeiros, proprietária do navio, acusou Schettino de fazer uma rota não autorizada, levando a embarcação a ficar mais próximo da costa do que deveria. Os passageiros que estavam no navio deram entrada em um processo judicial contra a empresa proprietária do Costa Concordia.

*Com informações da Rádio França Internacional

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