01/06/2015 18h05 – Atualizado em 01/06/2015 18h05

Segundo o chefe regional do Dnit é obrigatório que as carretas treminhões mantenham distância de 500 metros uma das outras. A proximidade delas aumenta o risco de acidentes durante ultrapassagem de outros carros

Ricardo Ojeda e Elka Candelária

O crescimento da economia e a ampliação das fábricas de celulose, fez com que a necessidade de transporte de eucalipto aumentasse das áreas plantadas até as fábricas. Em decorrência disso, o tráfego cresceu constantemente nas rodovias federais que cortam a região, situação que tornou o trânsito mais lento e fez crescer as estatísticas de acidentes, principalmente na BR 262, uma das movimentadas com uma média de 2.800 veículos/dia.

Os motoristas que circulam por essa rodovia, estão sentindo dificuldades, o motivo seria a falta de estrutura em alguns trechos e a circulação conjunta das grandes carretas.

Embora, segundo o Dnit não seja permitido que caminhões bi-trens ou até tri-trens circulem na pista a menos de 500 metros de distância um do outro, isso não está sendo obedecido. Durante o trajeto feito entre Três Lagoas a Água Clara pela reportagem do Perfil News a equipe flagrou a imprudência dos caminhoneiros que andam a menos de 10 metros, distante de uma carreta para outra, complicando o trânsito na estrada.

O ACORDO

Segundo chefe regional do Dnit, Milton Marinho, pensando em melhorar tal situação foi feito um Termo Ajustamento de Conduta (TAC) com as transportadoras responsáveis por estes veículos que carregam a carga de eucalipto. O acordo foi pactuado justamente para evitar prejuízo do trânsito de veículos menores, esses caminhões são obrigados a obedecer às regras estabelecidas, como não formar comboios.

De acordo com Marinho, quem for pego pela fiscalização que é feita pelo Dnit e PRF poderá perder a licença de operação especial para utilização da rodovia.

Além disso, outro acordo celebrado com a regional do Dnit refere-se ao trânsito de veículos pesados. Foi pactuado que no trecho entre Água Clara e Três Lagoas só é permitida a circulação de nove carretas de transportando madeira por hora. Essa medida é devida as irregularidades e imperfeições da malha asfáltica nessa localidade, que põem em risco os usuários da via.

DESCUMPRIMENTO

Porém não é isso que vem acontecendo. O Perfil News flagrou carretas que chegam a ter 38 metros de comprimento, uma próxima a outra atrapalhando o procedimento de ultrapassagem dos usuários da rodovia.

Diante dessa situação, a reportagem relatou chefe regional do Dnit sobre o descumprimento, que por sua vez pediu que as pessoas denunciem ao órgão quando os motoristas descumprir o acordo.

RISCOS

Muitos carros andam colados na traseira destes grandes caminhões, pois não conseguem a ultrapassagem. Há casos em que pedaços de madeira se soltam e atravessam o para-brisa do automóvel, causando acidentes gravíssimos.

Em abril de 2015 uma equipe do Perfil News percorreu o trecho de Três Lagoas a Campo Grande e constatou também vários pontos da BR- 262 onde a rodovia estava comprometida pelos buracos e pela falta de acostamento, aumentando consideravelmente os riscos ocorrências. Placas de sinalizações encobertas pela vegetação é outro ponto crítico da estrada. Veja matéria completa: clique no link

Acordo celebrado entre o Dnit e as empresas transportadoras de madeira de eucaliptos prevê a cassação da licença de operação para quem for flagrado trafegando em comboio nas rodovias federais da região (Foto: Ricardo Ojeda)

O chefe do escritório regional do Dnit, Milton Marinho disse que os usuários da rodovia podem denunciar diretamente no órgão quem violar o acordo. A denúncia pode ser feitas através de imagens (Foto: Patrícia Miranda)

Ultrapassagens entre carretas treminhões, como mostra a imagem, são constantes na BR 262 (Foto: Ricardo Ojeda)

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