12/11/2014 08h49 – Atualizado em 12/11/2014 08h49

O projeto CineMIS promove, de 10 a 14 de novembro, a mostra de Cinema Italiano. O projeto é uma realização do Museu da Imagem e do Som (MIS), em parceria com o Círculo Italiano Guglielmo Marconi, sob coordenação do curador Pietro Luigi. As exibições serão feitas sempre às 19 horas, gratuitamente, na Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS). O prédio fica situado na avenida Fernando Correa da Costa, 559, 3º andar, entre a rua 14 de julho e a rua Calógeras, no Centro da Capital.

“A Mostra desse mês tem por objetivo apresentar um pouco da história recente da Itália através de períodos diversos, principalmente o pós-guerra, ao mesmo tempo em que drama, humor e um tanto de situações surreais se misturam, revelando um cinema rico e carismático, como sempre foi a característica do cinema Italiano”, analisa Luigi.

De acordo com a organização do projeto CineMIS, os filmes italianos são de grande relevância para amantes da sétima arte e para universitários dos cursos de artes visuais, publicidade e propaganda, entre outras áreas, pois, ao contrário do norte-americano, a produção italiana primou sempre pela excelência de temas e imagens, buscando no dia-a-dia o tema para seus dramas, musicais e inúmeras comédias, onde a crítica ao conservadorismo pós-guerra era feita com nitidez, sem nenhum tipo de disfarce da parte de seus realizadores.

Para Américo Calheiros, presidente da FCMS, o projeto CineMIS cumpre o seu papel sociocultural. “Com essa agenda, o Museu da Imagem e do Som vem cumprindo sua função social de democratizar o acesso às produções audiovisuais do País e do mundo, além de promover o debate e a reflexão, no sentido de contribuir com a formação e a difusão de conhecimento e cultura no Estado”, explica.

CineMIS

Com temas diversos e abrangentes, o CineMIS apresenta na segunda semana de cada mês uma mostra com olhares e artes tanto de Mato Grosso do Sul quanto de culturas de outros Estados e países.

Confira a programação:

10 de novembro – Segunda-feira, 19 horas

Baaria – A Porta do Vento (Baaria , Dir. Giuseppe Tornatore, 150min, 2009)
Elenco: Francesco Scianna, Margareth Madè, Raoul Bova, Giorgio Faletti, Leo Gullotta
Escrito e dirigido por Giuseppe Tornatore, Baarìa – A Porta do Vento é um filme autobiográfico, uma saga épica sobre a vida e a morte, amor e ódio, que acompanha 40 anos de história em uma vibrante cidade siciliana durante a primeira metade do século 20. O filme segue a vida de Peppino Torrenuova, desde sua infância como um filho problemático na década de 30, passando pela Segunda Guerra Mundial e o autoritário regime fascista, até seu romance proibido e casamento com a bela Mannina, que culmina em uma tumultuada vida política ao ingressar no Partido Comunista Italiano. Uma jornada cheia de emoção, nostalgia, alegrias e tragédias.

Curiosidade: Baaria é uma gíria siciliana para Bagheria, onde o diretor italiano Tornatore nasceu.

11 de novembro, Terça-feira, 19 horas

Cidade das Mulheres (La Città delle Donne, Dir. Federico Fellini, 140 min, 1980)
Elenco:Marcello Mastroianni, Anna Prucnal, Bernice Stegers, Donatella Damiani, Ettore Manni e Jole Silvan.
Cidade das Mulheres é um dos trabalhos mais oníricos da fase final do mestre Federico Fellini. No filme o diretor explora as fantasias e medos masculinos. Marcello Mastroianni está no papel de Snaporaz, (o alter ego de Fellini) um homem de meia-idade que, viajando de trem, cai no sono e começa a sonhar que está em um mundo só de mulheres. Atraído por uma bela moça, deixa o trem e a segue pelo campo. Pouco depois, está num hotel onde mulheres estão em uma conferência feminista e ele não é bem-vindo.

A fantasia segue, metade sonho e metade pesadelo: Snaporaz tem encontros surreais e experimenta seus medos e ansiedades e, por ser o único homem, é ao mesmo tempo reverenciado e julgado.

Idealizado a partir de uma famosa cena de Fellini 8 1/2, “Cidade das Mulheres” é uma fábula fascinante que merece ser redescoberta.

12 de novembro, Quarta-feira, 19h

Caros F… Amigos (Cari Fottutissimi Amici, Dir. Mario Monicelli, 110 min, 1994)

Elenco: Antonella Ponziani, Eva Grimaldi, Giuseppe Oppedisano, Marco Graziani, Massimo Ceccherini e Paolo Villaggio.

Monicelli apostou nesta comédia escrachada que tem como cenário a região de Toscana, na Itália. O filme acompanha as desventuras de um grupo de amigos em uma Florença destruida pela guerra e recém-libertada do domínio alemão pelas forças aliadas. Dieci (Paolo Villaggio), ex-pugilista, resolve montar um espetáculo itinerante de lutas de boxe. A idéia é organizar um tour na região da Toscana para ganhar algum dinheiro e, principalmente, conseguir algo para comer. Depois de reunir quatro rapazes, que nunca lutaram boxe na vida, a turnê se inicia. No trajeto, Dieci e seus pupilos encontram os mais variados tipos de pessoas e vivenciam situações extremamente engraçadas e inesquecíveis.

13 de novembro, Quinta-feira, 19h

Que Horas São? (Che Ora È?, Dir. Ettore Scola, 95 min, 1989).

Elenco: Marcello Mastroianni, Massimo Troisi e Lou Castel.

Marcello (Marcello Mastroianni), tem trabalhado arduamente durante toda a sua vida para atingir uma certa reputação e sucesso como um advogado, em Roma. Ele tem o prazer de ser capaz de oferecer os frutos de seu sucesso ao seu filho Michele (Massimo Troisi), e está perplexo e angustiado, pois seu filho não tem ambição nem interesse em qualquer uma dessas coisas. Michele está no serviço militar italiano na cidade portuária de Civitavecchia, e Marcello está visitando-o lá. Pai e filho partilham algumas refeições e exploram as suas diferenças. Embora à primeira vista pareça que estes dois homens não sejam capazes de tolerar um ao outro, eles eventualmente decidem viver e deixar viver.

14 de novembro, Sexta-feira, 19h

A Comilança (La Grande Bouff , Dir. Marco Ferreri, 125 min, 1973)
Elenco: Andréa Ferréol, Marcello Mastoianni, Michel Piccoli, Philppe Noiret, Ugo Tognazzi
Quatro homens de meia-idade bem sucedidos: Marcello (Marcello Mastroianni), um comandante de bordo; Michel (Michel Piccoli), um executivo de televisão; Ugo (Ugo Tognazzi), um chef; e Philippe (Philippe Noiret), um juiz; vão para a mansão deste último, que foi comprada de um químico polonês pelo pai de Philippe após o final da 2ª Guerra Mundial. Reunidos e abastecidos com uma quantidade enorme de comida, planejam comer até morrer. Após a primeira noite, Marcello insiste que mulheres devem se juntar a eles. Philippe se mostra resistente, mas concorda ao saber que serão prostitutas. O grupo, porém, é surpreendido por uma professora, Andrea (Andréa Ferréol).

Vencedora do Prêmio da Crítica Internacional no Festival de Cinema de Cannes, esta fábula de humor negro é simplesmente chocante e essencial.

(*) NOTÍCIAS MS

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