Com 466 votos o público escolheu para Miss Infantil: Maria Eduarda Silva e com 241 votos, foi eleito o  Mister Infantil: Matheus da Silva

No final da tarde de sexta-feira (20), a Escola Municipal Antonio Henrique Filho realizou a contagem dos votos do III Concurso da Beleza Negra. Neste ano, por conta da Pandemia, a escolha dos estudantes pretos e pardos foi através da votação popular, através de mais curtidas nas fotos no perfil do Facebook da Escola. Somando todas as curtidas nas fotos dos candidatos, o concurso teve mais de 10 mil interações.

Com 466 votos o público escolheu para MISS INFANTIL: Maria Eduarda Silva e com 241 votos, foi eleito o  MISTER INFANTIL: Matheus da Silva.

Já na CATEGORIA JUVENIL, Com 366 votos, a estudante Eduarda Gabriela foi eleita e com 132 votos, o aluno Luiz Gustavo foi escolhido.

 “O nosso Concurso que tinha a tímida pretensão de aproximar a comunidade escolar e local pela a valorização das belezas e identidades de meninas e meninos pretos/as e pardos/as, proporcionando assim autoestima e enfrentamento nos padrões de belezas estabelecidos pelas mídias e sociedade”, comentou a professora de História e organizadora do evento, Marciana Santiago.

A professora também disse sobre os impactos que o concurso gerou entre os candidatos. “Vimos que este ato perpassou qualquer anseio por nós pré-estabelecidos, à medida que percebemos os frutos desta ação, como por exemplo, quando ouvimos de uma mãe que ao convidar a sua filha para participar do Concurso a mesma disse: ‘mas, mãe… é um Concurso de Beleza Negra!’; sabiamente a mãe respondeu: ‘da cor branca, que não somos’. Depois desta resposta, ambas começaram a refletir sobre a construção conflituosa da identidade preta no nosso país e sua filha nos enviou uma foto para a participação no Concurso”, destacou.

Para a organizadora, a iniciativa cumpre o papel estabelecido no currículo escolar bem como tem a função social. “Esta e outras tantas experiências nos faz afirmar que mesmo em aulas remotas, a nossa Escola cumpri o seu papel ao proporcionar reflexões asseguradas pela Lei 11.645/08, que torna obrigatório o Ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Africana em todas as Escolas, públicas e particulares, do Ensino Fundamental até o Ensino Médio e os temas contemporâneos, da BNCC, tais como:  O Estudo da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena e Cultura sul-mato-grossense e diversidade cultural”, ressalta.

A professora finalizou destacando todos que estiveram no concurso. “Saiba que cada um/a de vocês, participantes, arrebataram os nossos corações e mais do que isto, ao trazerem em evidência a ancestralidade, o sorriso profundo em cada olhar, assim como a beleza da cor da noite e tantos outras poesias marcadas em seu corpo negro; estão escrevendo um novo horizonte, mais plural, inclusivo e democrático para a Educação e sociedade”, finaliza.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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