29/04/2014 16h13 – Atualizado em 29/04/2014 16h13

O recém-nascido teria morrido enquanto a mãe o amamentava, logo após o parto, e seu corpo foi entregue ao Imol sem órgãos

Da redação

Um exame feito no bebê de apenas um dia de vida, que morreu no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HR), no começo deste mês, confirmou que o recém-nascido teria sido encaminhado para o Instituto Médico-Odontológico Legal (Imol) sem alguns dos órgãos. A suspeita é de que o bebê tenha morrido afogado enquanto a mãe o amamentava, logo após o parto.

Dois médicos legistas teriam participado da necropsia e constataram que o recém-nascido estaria sem ‘alguns órgãos’. Pela falta, supostamente dos pulmões, não teria sido possível determinar se a causa da morte foi realmente afogamento.

A morte do bebê aconteceu no dia 10 deste mês. A família denunciou o caso e afirmou que houve negligência, já que a mãe ainda estaria sob efeito de anestesia e não tinha acompanhante na hora da morte da criança. Após a morte, o corpo teria ficado pelo menos 15 dias no Imol, sem ser entregue para a família.

A morte foi registrada na 5ª Delegacia de Polícia da Capital e o delegado responsável pelo caso, Daniel da Silva disse que o procedimento para investigar a morte do bebê já foi instaurado e que foram determinadas diligências para apurar o caso, porém o laudo do Imol ainda não chegou à delegacia.

“Ainda dependemos das respostas do hospital e do Imol. Precisamos dos documentos, só com as testemunhas não é possível dar continuidade”, diz.

Consta no boletim de ocorrência que o médico do hospital teria insistido para que a necropsia do bebê fosse feita no local. Diante da insistência do médico, o pai autorizou o procedimento.

VERSÃO DO HR

O diretor do HRMS, Rodrigo Aquino afirmou que não são feitos exames necroscópicos no hospital. A assessoria do HRMS, já havia declarado que não houve irregularidade na entrega do corpo.

Segundo o assessor, o Hospital ainda não foi comunicado pelo Imol sobre a suposta ausência dos órgãos do bebê.

Sobre a possível negligência, o Hospital Regional afirmou que instaurou sindicância administrativa para investigar os procedimentos de atendimento do paciente, para ver se havia de fato a necessidade de acompanhamento.

O caso foi denunciado pela Associação de Vítimas de Erros Médicos, que acusou o HR de supostamente entregar o corpo de um bebê sem os órgãos ao Imol. (Midiamax)

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