Williams Araújo

EBULIÇÃO

Uma reaproximação entre PMDB e PT em Mato Grosso do Sul pode ocorrer, mesmo com cada um em seu palanque de campanha. A rediscussão do assunto gira em torno da nova chapa do PSB que vai concorrer à Presidência da República. Parte dos peemedebistas torce o nariz para Marina Silva, que pode ser a escolhida para esse desafio de substituir Eduardo Campos (PSB-PE), morto esta semana num desastre aéreo.

Se isso ocorrer, Dilma poderá ter seus dois sonhados palanques.

EM ESPERA

Principal interessado no assunto, Nelsinho Trad (PMDB) ainda não se manifestou publicamente sobre essa questão. Ao menos, por enquanto, ele continua fiel às convicções que o levaram a apoiar o candidato socialista. Certamente, vai analisar bem os prós e os contras de uma nova chapa para decidir seu rumo na campanha.

Ele sabe, no entanto, que entrou na disputa com seu partido dividido, mas lutou heroicamente para que o PMDB tivesse candidatura própria.

ESFORÇO

Mesmo com seu registro de candidatura cassado, Alcides Bernal (PP) pisa nos calcanhares de Simone Tebet (PMDB) na corrida pela vaga ao Senado, conforme atestam as últimas pesquisas de intenções de voto. Resta saber se esse esforço valerá à pena, isso porque o progressista ainda depende de decisão judicial para saber se prossegue na campanha.

A leitura que os analistas fazem é que o ex-prefeito poderia estar bem melhor colocado não fosse tanto desgaste político.

PEGADAS

Mesmo com esse incômodo a rondar seu caminho, Simone Tebet continua firme com seu propósito de seguir os passos do pai, Ramez Tebet, e chegar ao cobiçado Salão Azul do Congresso Nacional. Lá, ele não só foi um parlamentar atuante como também dirigiu a Mesa Diretora com muita determinação.

Simone, no entanto, deve ser mais modesta e se contentar apenas em chegar lá. Já dirigir a Câmara Alta, porém, já são outros quinhentos. Mas a vida prega peças.

APOSTA

O candidato ao governo de Mato Grosso do Sul que tiver a melhor proposta para o setor de saúde, vai levar uma boa vantagem sobre seus concorrentes. Mas isso não significa que apenas aqueles velhos e bons chavões serão suficientes para convencer o eleitorado.

A proposta terá que ser clara e factível, ou seja, distante o máximo possível de sonhos enlouquecidos como forma apenas de impressionar os mais desprevenidos. Só assim o eleitor vai acreditar.

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