05/05/2016 09h08 – Atualizado em 05/05/2016 09h08

Iniciada em 17 de março de 2014, a ‘Operação Lava Jato’ já chegou à sua vigésima sétima edição, conseguiu colocar um monte de gente na cadeia e desvendou o esquema de corrupção que assola o país. Mesmo pressionado, o juiz Sérgio Moro não se intimidou e manteve suas decisões contra políticos e empresários. Enquanto por lá as coisas andam, em terras sul-mato-grossenses, porém, as operações – Coffee Break e Lama Asfáltica – estão mais paradas que água de poço. A população está à espera de novidades nos dois casos, pois provas não faltam.

TIRO CURTO

Mais curta que coice de porco, a campanha eleitoral deste ano vai obrigar os candidatos a prefeito e vereador a serem claros e concisos em seus discursos e propostas. Quem não conseguir tal façanha pode sair de cena mais cedo do que se imagina ou ter uma derrota acachapante nas urnas e enterrar o sonho de participar da política a partir do ano que vem. Nomes novos que estão aparecendo no cenário político devem levar vantagem sobre figurinhas carimbadas que prometem e não cumprem. O momento é favorável à mudança e só depende do desejo do eleitor.

FRAGMENTADO

O humor do eleitor sul-mato-grossense com o partido da presidente Dilma – Partido dos Trabalhadores – está mais azedo do que o mais ácido dos limões. E isso deve influenciar diretamente no resultado das urnas de quem se atrever a participar das eleições de outubro pela sigla. Já se cogita por aqui que muitos petistas vão dar meia-volta e desistir do processo eleitoral. Mas é evidente, no entanto, que ainda existe muita gente fiel à legenda e que pode eleger vários vereadores do partido. O problema maior está concentrado na chapa majoritária, onde o foco é o Poder Executivo.

NOVELA 1

O senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) pediu mais 100 dias de licença das atividades parlamentares para “tratar de interesses particulares” a partir desta sexta-feira (6). O pedido foi protocolado no Senado na manhã de quarta-feira (4), data em que a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) pode aprovar o relatório que pede a cassação do mandato dele.

NOVELA 2

A votação no colegiado é o último passo antes de o processo ir a plenário. Na terça (3), o Conselho de Ética votou por recomendar a cassação de Delcídio. Ele foi preso pela Polícia Federal em novembro do ano passado por suspeita de tentar obstruir as investigações da operação Lava Jato. Em uma gravação, o senador oferece R$ 50 mil mensais à família de Nestor Cerveró para tentar convencer o ex-diretor da área internacional da Petrobras a não fechar um acordo de delação premiada com o MPF (Ministério Público Federal).

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