14/01/2019 07h31

Em 2018, 117 vítimas tinham entre 0 e 19 anos, aponta levantamento

Redação

Crianças e adolescentes correspondem a quase 80% das vítimas de estupro em Campo Grande. Levantamento do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), disponibilizados pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), aponta que do total de 151 investigações de violência sexual registradas em 2018, 117 ocorreram nas faixas etárias entre 0 e 19 anos, na Capital.

Apesar da queda no total de estupros nos últimos anos, o número de casos entre pessoas destas idades é preocupante. De acordo com a assistente social e presidente da Associação Movimento Mãe Águia de Combate à Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, Daniela de Cássia Duarte, as ocorrências devem ser muito maior do que as registradas, já que a situação de vunerabilidade dessas vítimas dificulta a descoberta dos casos.

Medo, omissão, vergonha e insuficiência de provas físicas podem prejudicar a constatação dos crimes.”Eles [abusadores] já sabem como fazer e não deixar marcas”, explica Daniela. Especialista em política de atendimento à crianças e adolescentes, ela afirma que, nestes casos, os autores costumam ser detidos apenas quando há flagrante, justamente pela dificuldade de apuração.

O maior número de casos de estupro na Capital ocorre entre crianças de 1 a 4 anos. Esta faixa corresponde a 27,8% do total registrado, portanto, 42 investigações. O grupo de jovens de 10 a 14 anos é o segundo mais atingido, com 30 casos (19,8%).

(*) Correio do Estado

Em média, 95 famílias são mensalmente atendidas pelo projeto Mãe Águia, de forma gratuita, na Capital - Foto: Luiz Alberto/Correio do Estado

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