07/11/2015 10h23 – Atualizado em 07/11/2015 10h23

Abrec dá suporte para paciente e seus familiares enfrentarem tratamento de doenças renais crônicas

Da Redação

Depois de quase 30 anos cuidando de pacientes renais crônicos, a Associação Beneficente dos Renais Crônicos de Mato Grosso do Sul (Abrec/MS) enfrenta dificuldades financeiras para se manter e faz apelo por ajuda da população.

Fundada pela médica nefrologista, Maria Aparecida Arroyo, a Abrec atende hoje em torno de 850 pacientes no Estado. Todavia, esse atendimento também é estendido a toda família do paciente, que recebe ajuda financeira e social.

A associação oferece acompanhamento multiprofissional, com psicologo, nutricionista, médico, dentista, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e assistente social. Pacientes também recebem carne doada pelo Ministério Público estado (MPE) e cesta básica.

A Abrec tem ainda parceria com o Centro de Execução de Penas Alternativas (Cepa), que proporcionou a instalação de uma malharia que ajuda na manutenção das despesas da instituição.

“A associação hoje é muito grande, dependemos do poder público e da sociedade, a gente faz uma festa por ano, mas infelizmente não está sendo suficiente para manter e como é uma associação com credibilidade, precisamos de recursos e a população pode nos ajudar”, ressaltou.

Interessados em colaborar com a Abrec podem entrar em contato com a instituição por meio dos telefones: (67) 3342-1713 / 8404-1712 (WhatsApp).

RENAL CRÔNICO

A médica explicou que a doença normalmente atinge pessoas mais carentes. Em média, de 60% a 70% das causas da doença, segundo a especialista, são por conta de hipertensão e diabetes. Outras são as glomerulonefrites.

“A hipertensão e a diabetes talvez sejam causas porque as vezes o paciente não tem acesso a prevenção. Já a glomerulonefrite pode ser por conta de o paciente não ter alimentação adequada. É empírico isso, mas mais de 90% das pessoas que enfrentam a doença são de baixa renda”, esclareceu Maria Aparecida.

Pacientes atendidos pela Abrec precisam fazer hemodiálise de 3 a 4 vezes por semana, sendo que cada sessão dura em torno de 4 horas. São pessoas que, em sua maioria, usam dose alta de medicamento para pressão, além de outros medicamentos que acompanham o tratamento da diálise.

Na Abrec são distribuídos medicamentos, que também são encontrados nos postos de saúde, além de outros que a instituição compra, como é o caso de antibiótico e anti hipertensivo, que não têm na rede pública de saúde.

(*) Correio do Estado

Associação oferece acompanhamento multiprofissional para pacientes renais crônicos (Foto:Correio do Estado)

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