19/10/2015 14h51 – Atualizado em 19/10/2015 14h51

Para campo-grandense, políticos são os responsáveis pela crise na capital

Corrupção e desvio de dinheiro, segundo população, atrapalha a solução em tudo na capital

Da redação

O jornal O Estado foi às ruas para consultar a população sobre qual seria o principal problema de Campo Grande. Praticamente todos os consultados tiveram um momento de reflexão e dúvidas sobre o que seria pior: ruas esburacadas, posto de saúde com atendimento precário, greve no da rede municipal de ensino, crise econômica ou política recheada de denúncias. No extenso cardápio, a bronca sobrou para os homens públicos, e isso deve refletir nos resultados das urnas em 2016.

“Tanta coisa ruim. Acho que são os próprios políticos, pois não consigo ver de outra forma”, diz a dentista Rafaela Abreu, de 22 anos. Para a comerciante, Fernanda Guimarães, de 26 anos, o que mais tem prejudicado a política em Campo Grande, foi a mudança de prefeito criando vários problemas para a cidade. “O buraco na rua é consequência do troca-troca na Prefeitura. Quando começa a dar certo não continua e isso gerou reflexo na crise econômica que paralisa o comércio e gera desemprego”, diz.

Já o vigilante Wanderson Milton dos Santos, de 39 anos, que ao ser abordado pensou pelo menos um minuto antes de responder qual seria a maior encrenca da Capital, disse que há um empate técnico no momento. “Os políticos e os buracos concorrem. Tem aumentado o número de corruptos entre os nossos homens públicos na mesma velocidade que surgem os buracos na rua. Precisaria de uma contagem precisa”, critica.

Corrupção e desvio de dinheiro, segundo população, atrapalha a solução em tudo na Capital

Os entrevistados foram unânimes em dizer que a Justiça deve apurar a fundo os casos de suspeita de corrupção, para com isso banir quem teria levado a cidade ao momento delicado. De acordo com o povo, o recurso financeiro que sumiu é justamente o que hoje faz falta em muitas áreas.

“Tanto escândalo que a gente não sabe qual é o pior. Esse dinheiro foi parar aonde? Por que está fazendo falta”, diz o gerente comercial, Fabio Delmondes.

Para a auxiliar administrativa, Priscila Bogado, de 30 anos, pior que a ‘roubalheira’ foi desta vez a inconsequência dos políticos. “Deixaram chegar a um ponto crítico. Dessa vez se superaram e agora não é uma área ruim, mas várias”, cita.

Leandro Abreu, vendedor, de 37 anos, também depois de pensar, pensar e pensar afirmou que se fosse prefeito, tendo que escolher um sempre optaria pela Educação. “É a base de tudo. Ficou feio existir a greve e não dar em nada”.

(*) Danilo Galvão – O Estado MS

Além de buracos, políticos são responsáveis por precariedade na saúde e educação. (Foto: Adrielle Santana)

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