29/10/2015 12h04 – Atualizado em 29/10/2015 12h04

De janeiro até outubro, 25 mortes foram registradas na BR 262

Segundo estatísticas da PRF, até agosto foram registrados 437 acidentes, contabilizando 18 mortes. Porém, só no mês de outubro, ocorreram mais sete fatalidades, ampliando o quadro para 25 mortes

Ricardo Ojeda

A rodovia que liga Três Lagoas a Corumbá, a BR 262 está sendo considerada a terceira mais violenta das vias federais que corta o estado de Mato Grosso do Sul. De acordo com dados levantados pela Polícia Rodoviária Federal, até 5 de outubro, a via já tinha registrado 23 mortes. Com a ocorrência registrada no dia 27, terça-feira, onde o motociclista Robson Marques de Silva, de 49, morreu ao tentar uma ultrapassagem, ampliou para 24 o número de fatalidades na BR. O acidente aconteceu no quilometro 40, nas proximidades do distrito de Arapuá.

DUAS VÍTIMAS FATAIS

Porém, na tarde de ontem, quarta-feira, mais duas mortes foram registradas, aumentando para 25 o quadro de vítimas fatais. O acidente registado pela PRF, na BR 262, ocorreu por volta das 15h, nas proximidades de Ribas do Rio Pardo. Duas caminhonetes, Ranger e uma Hilux colidiram de frente e de acordo com informações o excesso de velocidade foi a principal causa do acidente.

Nesta ocorrência, morreu no local o condutor da Ranger, Sebastião Nilo Taveira, de 65 anos, morador em Ribas do Rio Pardo, enquanto o motorista da Hilux, Wadih Amado, chegou a ser socorrido com vida e lavado para o hospital, porém não resistiu aos ferimentos. Na ocasião, duas pessoas que estavam nos veículos como passageiros sofreram escoriações e foram atendidas no hospital de Ribas do Rio Pardo. Nesse caso, a PRF não contabilizou a óbito de Wadih Amado na estatística de mortes na BR, por que ele foi levado com vida do local.

CINCO MORTES

A ocorrência que registrou maior número de óbitos aconteceu no início de outubro, dia 5, quando o condutor de um Palio, que seguia embriagado pela BR 262 invadiu a pista contrária causando a morte de cinco pessoas, das quais; o pastor Wanderson Duarte, 31 anos e dos filhos Gabriela e Lucas, de 8 e 12 anos. Também seguia no veículo do pastor, Jocelise Pereira que morreu carbonizada.

No Pálio, a esposa do condutor foi a quinta vítima fatal. A batida aconteceu no quilometro 281 da BR 262 por volta das 20 horas. A colisão foi tão violenta que os dois veículos explodiram.

CAUSAS

De acordo com informações da PRF, as principais causas de acidentes devem-se a alta velocidade, má condições da pista, ultrapassagem proibida e dirigir sobre efeito de álcool. No trecho que liga Três Lagoas a Campo Grande, a PRF conta com duas bases, uma no quilometro 21 e a outra na entrada da Água Clara. Além disso, foram instalados equipamentos (pardais) para fiscalizar o limite de velocidade dos veículos, porém, mesmo com esses equipamentos, o abuse de velocidade é constante.

Além disso, a circulação de treminhões que transportam madeira para as fábricas de celulose e os buracos que se formam ao longo da pista aumenta substancialmente o risco de acontecer acidente. Os condutores devem ter atenção redobrada e obedecer o limite de velocidade, aconselha a PRF.

RODOVIA DA MORTE

A reportagem conversou com o Inspetor Luís Carlos Gratão, que já comandou a delegacia da PRF de Três Lagoas, ele observou que desde a década de 90 já havia reclamações das condições da BR 262. Falta de acostamento, buracos e a ausência da terceira faixa eram as principais reclamações. Ele lembrou que na ocasião tinha um repórter policial da Rádio Difusora, o Chico Bomba, que chamava a BR de “Rodovia da Morte”.

Decorridos mais de 15 anos, o tráfego de veículos aumentou consideravelmente, em decorrências do aumento populacional da região e das instalações das indústrias de celulose. Mesmo assim nenhum investimento substancial foi aplicado na rodovia. Se naquela época a situação já era precária e considerada pelo Chico Bomba como a rodovia da morte, hoje provavelmente trafegar pelo local é como se participar de uma roleta russa.

A caminhonete Toyota Hilux conduzida pelo empresário Wadih Amado foi parar no matagal ao lado da rodovia e o motorista ficou preso nas ferragens (Foto: Rio Pardo News)

Estatísticas liberada pela Polícia Rodoviária Federal mostra o quadro de ocorrências de janeiro a agosto nas rodovias federais que cortam o MS

O condutor da Ranger, Sebastião Nilo Taveira, de 65 anos, morador em Ribas do Rio Pardo que morreu no acidente (Foto: Rio Pardo News)

O empresário três-lagoense, que conduzia a Hilux, Wadih Amado, chegou a ser socorrido com vida e lavado para o hospital, porém não resistiu aos ferimentos (Foto: Facebook)

Em 1990 a BR 262 já era considerada como a

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