Vaquinha para ajudar o Rafael já arrecadou mais de R$ 110 mil depois dele ser humilhado em sua primeira entrega; sem uma das mãos, ele mesmo faz os salgados que sustentam a família

Essa é daquelas histórias que renovam a fé na humanidade. Depois de ser humilhado por um cliente em sua primeira entrega de salgados, José Rafael Marciano, de 32 anos, morador de Marília, desabafou nas redes sociais e disse que pararia de fazer os salgados que eram a esperança de sustento da família.

O pedido foi feito às 9h da manhã e o combinado era que a entrega seria feita às 12h do mesmo dia. Rafael contou ao UOL que ouviu “barbaridades” do cliente. “Como era a minha primeira encomenda, atrasei um pouquinho. Quando avisei que estava pronto, o cliente me falou barbaridades. Ele me chamou de vagabundo e disse que eu não era profissional”, disse.

No dia, Rafael ficou desesperado: os únicos R$ 60 que tinha na carteira foram usados para comprar os ingredientes da receita. “A gente ficou muito triste. Era o dinheiro pra dar de comer pras minhas meninas. Aí vem uma pessoa dessa e faz isso com a gente”, desabafa Daiany Natal, esposa de Rafael.

Para não perder os salgados, no mesmo dia, ele saiu de casa e distribuiu para os moradores de rua do seu bairro.

“Eu sempre gosto de fazer pães e salgados e entregar para as pessoas em situação de rua”.

Rafael vivia com sua esposa e seus três filhos em Monte Carmelo, cidade mineira do Alto Paranaíba. “Fiquei em Minas por 12 anos, mas precisei voltar para Marília há dois meses. Vim sem nada. Vendi toda a minha mudança, viemos só com a roupa do corpo e o carro. A casa ainda está sem móveis, mas vamos nos ajeitando com o tempo”.

É aí que o jogo vira

Depois de desabafar nas redes sociais a história dele foi descoberta pelo site Razões para Acreditar, que contou o drama de Rafael e criou uma vaquinha virtual para ajudar a família a sair da situação difícil em que estava. Hoje, Rafael mal acredita na repercussão do assunto.

Em menos de uma semana a vaquinha já arrecadou R$ 113 mil. Até o Padre Fábio de Mello compartilhou a história de Rafael. “Jamais imaginei viver o que a minha família está vivendo. Quero investir em uma lanchonete e, quem sabe, conseguir comprar uma casa para a minha família”, planeja Rafael.

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