17/11/2006 15h15 – Atualizado em 17/11/2006 15h15

Campo Grande News

Ressaltando que é urgente encaminhar as reformas da Previdência, tributária e trabalhista ainda em 2007, o senador Delcídio do Amaral (PT), adotou uma postura crítica ao Governo Federal e ao próprio Partido dos Trabalhadores. O tom Delcídio pós-eleição foi feito ontem em discurso no Senado. “Fiz uma avaliação realista. O que eu falei não tem como refutar. Ninguém está inventando nada. Não adianta dar canetada para o país crescer. É preciso encaminhar as Reformas”, disse há pouco ao Campo Grande News. “Não adianta falar: ‘vamos discutir se baixa juros ou sobe juros’. As Reformas é que vão deixar a economia blindada. Isso vai trazer impopularidade ao presidente, mas é o que tem que ser feito”. Para Delcídio, “o Brasil está bem porque o mundo está bem”. “Não adianta vir com perfume. O Governo tem que encaminhar as reformas. Não há como continuar com um furo de R$ 42 bilhões na Previdência”, afirmou. “Agora ninguém discute isso. É impopular”, acrescentou. Segundo o senador sul-mato-grossense, o presidente Lula precisa aproveitar o momento pós-eleição, em que conta com o respaldo da população, para encaminhar as reformas. Apesar do tom crítico, Delcídio disse que não pensa, por enquanto, em trocar de partido. “É um momento de cautela. Não tenho intenção de mudar. Espero que o PT tenha aprendido e que saia um PT muito melhor”, afirmou. E mais, Delcídio disse que o partido tem mesmo é que ceder espaços no Governo, inclusive para o PMDB. Depois de ter perdido as eleições deste ano para André Puccinelli (PMDB), Delcídio reafirmou que irá assumir uma postura de oposição em relação ao governo do peemedebista eleito. “Não com bravata, mas com críticas fiscalizadoras. E no que for importante vou apoiar”, afirmou. Delcídio disse ainda que não terá problema em sentar na mesma mesa que Puccinelli para conversar de forma institucional.

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