13/05/2013 15h15 – Atualizado em 13/05/2013 15h15

Delegacia de Polícia de Batayporã está em condições precárias, diz vereador

Falta de viaturas, efetivo reduzido e problemas estruturais afetam serviços

Da Redação

Em recentes pronunciamentos na Câmara Municipal de Batayporã, o veredor Nelsi João Perlin (PT), denunciou a suposta precariedade das instalações utilizadas pela Polícia Civil do município. Em entrevista ao Nova News, na manhã desta segunda-feira (13), o parlamentar detalhou as deficiências enfrentadas pela equipe que atua na Delegacia de Polícia local. Segundo ele, faltam computadores para realização dos trabalhos, entre eles, o registro de boletins de ocorrência.

“Precisaríamos de, no mínimo, três computadores. Um para a sala do delegado, outro para o registro de ocorrências e um terceiro para o departamento de identificação. Tem funcionário trazendo notebook de casa para poder trabalhar”, explicou o vereador.

Outra deficiência é a falta de viaturas para realização de diligências e entrega de intimações. “As viaturas quebraram e uma delas foi arrumada, mas não está funcionando bem, por isso, constantemente são utilizadas viaturas emprestadas pela Polícia Civil de Nova Andradina. Hà, inclusive, policiais realizando intimações com seus veículos particulares”, afirmou Perlin.

Fato ainda mais preocupante é o pequeno efetivo lotado no município. São apenas seis policiais para atender uma população de quase 11 mil habitantes, segundo dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A média mensal é de 80 boletins de ocorrência registrados. “No período noturno fica um policial de plantão para atender a população e ainda cuidar de cerca de 20 detentos. Se o policial precisar sair para averiguar um crime, a delegacia fica por conta dos presos, sem qualquer vigilância”, denunciou, ao acrescentar que, do total de seis policiais, um atua exclusivamente no cartório e outro deve se aposentar nos próximos meses.

A delegacia de polícia de Batayporã ainda apresenta problemas graves de infraestrutura, como problemas nas instalações elétricas e hidráulicas, rachaduras nas paredes. Construída em março de 1986, pelo então governador Wilson Barbosa Martins, o prédio teria passado apenas por uma reforma completa, durante o mandato de Zeca do PT, entre os anos de 1999 e 2007.

Segundo o vereador Nelsi João Perlin, outro problema seria a superlotação da cadeia pública.

Com capacidade para apenas quatro detentos, as celas contam atualmente com cerca de 20 presos.

“A grande quantidade de detentos gera problemas de segurança e também de ordem estrutural. Já foram construídas cinco fossas sépticas, porém rapidamente elas se enchem, pois é produzida diariamente grande quantidade de dejetos”, explica.

Como se não bastassem os problemas mais graves, a Delegacia de Polícia também convive com móveis, como mesas, armários, arquivos em situação precária, faltam materiais para escritório como papel, tinta para impressora, entre outros e também não há local adequado para armazenagem de produtos apreendidos.

O vereador Perlin pretende chamar a atenção das autoridades estaduais para que algo seja feito em favor da Delegacia de Polícia local, que, nas palavras dele, não conta com as mínimas condições para atender a população com dignidade.

FUGA

Na madrugada do dia 02 de maio, um dos presos da Cadeia Pública de Batayporã conseguiu fugir após serrar as grades da cela. O autor, que não teve o nome revelado, já era considerado foragido por possuir contra si um mandado de prisão expedido pela Justiça da Comarca de Dourados.

Ele havia sido preso pela Polícia Militar de Batayporã por volta das 09h do dia 27 de abril e conseguiu fugir poucos dias depois. Na opinião dos policiais, a fuga demonstra a fragilidade da cadeia pública local.

CONSELHO DE SEGURANÇA

Atualmente, o Conselho Comunitário de Segurança tem colaborado com as polícias com repasse de valores, aquisição de equipamentos e ajuda na manutenção da infraestrutura dos órgãos de segurança. Entre as principais realizações da entidade está o auxílio a reparos em viaturas, computadores e equipamentos de comunicação.

O presidente da entidade, Márcio Henrique, destacou que, no final de 2012, o órgão providenciou melhorias na Delegacia de Polícia Civil. Entre as obras estão a construção de uma fossa séptica, compra de novo portão com maior resistência e aquisição de arame para instalado em torno do prédio com objetivo de reforçar a segurança no local.

Ele explicou que todo recurso arrecadado pelo Conselho é investido na segurança pública. Conforme Henrique, há repasses oriundos de decisões judiciais cujos réus de determinados processos são condenados ao pagamento de valores, que posteriormente são doados à entidade e repassados para as polícias.

“A gente faz o que pode, mas percebe que só uma ação eficaz do Governo do Estado poderia amenizar a situação precária em que se encontra a nossa polícia. Muitas vezes a população reclama da segurança pública, mas não sabe que nossos policiais são verdadeiros heróis, por trabalharem sem as mínimas condições”, afirma Márcio Henrique.

Atualmente o Conselho de Segurança não possui sede fixa, mas realiza reuniões periódicas para debater questões ligadas ao combate à criminalidade. Márcio Henrique explicou que as pessoas interessadas em conhecer melhor o trabalho da entidade podem entrar em contato nos postos da PM e da Polícia Civil pelos telefones (67) 3443 1433 e 3443 1268, respectivamente.

(*) Com informações de Nova News

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