30/03/2015 10h55 – Atualizado em 30/03/2015 10h55

Dengue avança em MS e Bolsão tem nove cidades com alta incidência

Três Lagoas e mais oito municípios da região registra quadro de preocupação, segundo boletim da Saúde Estadual; Selvíria é a que mais se destaca no estado de alerta

Léo Lima

Com uma população de 2.587.267 habitantes, Mato Grosso do Sul apresenta uma situação preocupante no que se refere a uma doença que assusta o país e que mata. A Dengue, que no Estado já matou duas pessoas, uma em Corumbá, na região pantaneira, e outra em Paranhos, no sul de MS. Segundo o último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde, divulgado recentemente, já foram notificados 863 casos suspeitos da doença, 8.424 somente nestes primeiros três meses deste ano.

Mas, esse quadro não se registra somente no sul ou oeste do Estado. Particularmente, o Bolsão Sul-mato-grossense, em especial Três Lagoas, se enquadrou na situação de alerta, com agravantes classificatórios. No boletim epidemiológico da SES anterior a semana de 15 a 21 deste mês, 20 cidades faziam parte do grupo de risco, com alta incidência da doença. Agora, subiu para 24 o número de municípios nesse quadro. Dentre eles, Inocência, Nova Andradina e Aparecida do Taboado, no Bolsão. São nove as cidades nessa situação na região.

QUADRO DA DOENÇA NA REGIÃO

Em Três Lagoas, segundo a SES, quatro pessoas estão internadas por conta da dengue em hospitais. Nas unidades de atendimento à saúde da população (UPA/UBS e outros) 23 pessoas foram atendidas nesse período (15 a 21 deste mês).

O município (com 109.633 habitantes) é o 21° colocado no quadro de alta incidência da doença, divulgado pelo último boletim da SES. Já foram notificados 459 casos suspeitos.

Da região, o primeiro colocado é ainda o município de Selvíria, que tem uma população de 6.427 habitantes e apresenta 282 casos notificados da doença.

Em seguida, vem Brasilândia (11° colocado), com 11.943 habitantes, com 122 casos notificados; Inocência (15° colocado), com 50 notificados (7.711 habitantes); Água Clara (17° colocado), com 83 notificações (13.938 habitantes); Chapadão do Sul (18°), com 126 casos (21.257); Costa Rica (19°), 96 (18.835); Aparecida do Taboado (23°), 86 (23,733); Nova Andradina (24°), 167 (49.104); e, Paranaíba (25°), 121 notificados (41.227 habitantes).

No entanto, ainda com referência à região, outras quatro cidades pontuam situação de alerta, embora estejam enquadradas em média incidência no mapa estadual da doença: Santa Rita do Pardo, com 12 casos notificados (7.530 habitantes); Ribas do Rio Pardo, 33 casos (22.429); Bataguassu , 22 (21.142); e, Cassilândia, 22 (21.491 habitantes).

BALANÇO NO MS

Conforme o boletim epidemiológico, com base nos dados do LACEN (Laboratório Central da SES), no período foram eitos 576 isolamentos virais triados. Das amostras de isolamento viral positivas, 172 foram de dengue 1; seis de dengue 2; e três de dengue 4. Dengue 3 não registrou nenhum caso.

Os dados têm como foco apresentar o panorama da doença no período analisado, sendo um instrumento de auxílio para a elaboração de estratégias, ações e interlocuções entre as equipes técnicas.

A estratificação de risco para os municípios usa como ponte de corte valores de referência das taxas de incidência calculada com os números absolutos de casos suspeitos divididos pela população residente de cada município vezes 100.000 habitantes. Assim, os municípios são classificados como de baixa incidência abaixo de 100 casos por 100.000 habitantes, moderada de 100 a 300 casos por 100.000 habitantes e alta incidência acima de 300 casos por 100.000 habitantes.

(*) Com informações da SES

Continuam os esforços da administração municipal em dar combate ao mosquito transmissor da doença em Três Lagoas (Foto: Arquivo/Perfil News)

Mapa dos casos de alta incidência notificados, população e incidência de dengue por 100.000 habitantes segundo município de residência (Foto: Ilustração/SES)

Situação da dengue em Mato Grosso do Sul (Foto: Ilustração/SES)

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