24/09/2013 10h13 – Atualizado em 24/09/2013 10h13

Léo Matos e Frederico Marcondes Neto defendem mais recursos para a saúde em audiência da CPI

Frederico Marcondes Neto, acredita que os investimentos na saúde Melhoraram nos últimos anos, mas destacou que a União e o Governo do Estado precisam investir ainda mais no setor

Da Redação

O Presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul, Frederico Marcondes Neto, acredita que os investimentos na saúde melhoraram nos últimos anos, mas destacou que a União e o Governo do Estado precisam investir ainda mais no setor. As declarações foram dadas nesta segunda-feira (23) durante oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa.

Segundo ele, as cidades assumem a maioria das despesas da saúde. “Cada Posto de Saúde da Família custa em média R$ 40 mil mensais. A União repassa R$ 6 mil e o Governo do Estado mais R$ 3 mil. O restante é de responsabilidade do gestor municipal. O Sistema Único de Saúde (SUS) não tem o financiamento que merece. Hoje precisamos discutir políticas que possam melhorá-lo”, esclareceu.

Segundo Frederico Marcondes Neto, o Governo do Estado precisa com urgência pensar nas políticas para as microrregiões. “Temos que fortalecer a regionalização e fazê-la funcionar, pois só assim vamos amenizar os problemas da saúde nas localidades do interior do Estado. É necessário criar mais polos estruturados. Municípios grandes que atendem vários pacientes recebem menos recursos que regiões menores”, falou.

Por fim, Frederico Marcondes Neto esclareceu aos deputados que a terceirização de serviços de saúde no interior do Estado é necessária. “Em algumas cidades é praticamente impossível ter um neurologista. Às vezes demora demais conseguir uma transferência para Campo Grande, o que é arriscado para a saúde do paciente, e então o mais viável é a licitação do serviço”, finalizou dizendo que hoje a maioria dos médicos trabalha por contrato e muitos deles se negam a participar de concurso público alegando que a remuneração é baixa.

PREFEITO DE NAVIRAÍ

Os parlamentares também ouviram o prefeito de Naviraí, Leandro Peres de Matos, o qual destacou que o Governo do Estado precisa com urgência criar Hospitais Regionais nas cidades polos. “A criação dessas unidades, a contratação de mais médicos, parcerias com os municípios e a destinação de mais recursos vão resolver praticamente boa parte dos problemas da saúde em Mato Grosso do Sul”, comentou.

Leandro Peres de Matos também reclamou aos parlamentares que Naviraí vem recebendo repasses inferiores a outros municípios com menor índice populacional. “Do início do ano até agora a União destinou R$ 7 milhões, 625 mil. O Estado, R$ 1 milhão, 680 mil. Já o município investe em média 21% da sua receita mensalmente na saúde. Hoje resolvermos cerca de 80% dos atendimentos. O restante mandamos para Campo Grande”, disse.

Para finalizar, o prefeito de Naviraí disse que hoje a saúde é um dos maiores gastos da Prefeitura Municipal. “São mais de 500 profissionais. A folha da saúde é a mais alta. Entendo que médico precisa ganhar bem, pois afinal de contas ele trabalha com vidas. Hoje, em Naviraí, praticamente todos os médicos cumprem a carga horária nos Postos de Saúde da Família”, concluiu.

(*) Com informações de Assessoria de Comunicação

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