04/01/2019 14h13

“Eu nasci de novo”. Assim o professor lembra do tempo em que ficou internado com dengue hemorrágica. População de Três Lagoas abraçou a causa e compareceu em peso para doar sangue para ele

Gisele Berto

“Eu sangrei por três dias e três noites seguidos. Posso dizer que nasci de novo”. Assim o professor Arnaldo Koch se lembra do período em que ficou internado no Cassems, vítima de dengue hemorrágica.

Depois de sete dias de internação, sendo três na UTI, o professor recebeu alta há quatro dias. Agora, em fase final de recuperação, ele pediu ao jornalista Ricardo Ojeda para que fosse até ele para agradecer, pessoalmente, pela corrente de solidariedade que se formou em torno da sua recuperação.

Ele agradeceu aos médicos e a toda a equipe do hospital, aos amigos que formaram correntes de apoio e aos religiosos, que rezaram por ele incessantemente. “Eu parei de sangrar entre o dia 23 e 24 de dezembro. O dia 25, dia de Natal, eu passei dentro da UTI. Deus ouviu o meu socorro por meio dessas pessoas que rezaram por mim”, lembra.

Arnaldo aproveitou para iniciar uma campanha de limpeza urbana. “Eu sei o que eu passei, o que a minha família e meus amigos passaram. Então eu peço que todo mundo faça a sua parte. Vamos virar as latinhas com água, não vamos deixar água parada. Se a outra pessoa não fizer, faça você. O mosquito não escolhe a vítima”.

“Três Lagoas, que Deus abençoe todos vocês”, concluiu.

A CORRENTE DE SOLIDARIEDADE

Após o anúncio de que o professor precisava de sangue, mais de mil pessoas compartilharam os posts feitos pelo Perfil News. O Hemosul, que recebe uma média de 18 doadores por dia, precisou expandir seu horário de atendimento para receber as doações de cerca de 80 pessoas.

Mais do que o professor Arnaldo, muitas pessoas puderam ser atendidas pelo sangue doado. Cada bolsa pode servir para até quatro pessoas. Com 80 doações, até 320 pessoas podem ter sido salvas.

A CAMPANHA CONTINUA

Entretanto, o Hemosul adverte que o ideal é que a doação se mantenha constante. Isso porque o sangue é separado em partes. Boa parte do sangue tem durabilidade de um mês, mas as plaquetas – parte utilizada por pacientes com dengue hemorrágica, por exemplo – dura apenas uma semana. Por isso é importante que as pessoas que não doaram sangue nos últimos 60 dias (homens) ou 90 dias (mulheres) possam fazer sua doação, para continuar atendendo muitas outras pessoas.


Professor Arnaldo Koch (à direita) fala com o jornalista Ricardo Ojeda. Foto: Perfil News.


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