20/08/2014 15h18 – Atualizado em 20/08/2014 15h18

Eduardo Rocha ressaltou que o “tarifaço” pode inviabilizar tanto a permanência quanto a vinda de novas indústrias para o Mato Grosso do Sul, pois para os consumidores de alta tensão, o aumento será de 40,7%

Da Redação

Revolta e indignação. Estes foram os sentimentos que levaram o deputado estadual Eduardo Rocha a ocupar a tribuna na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (20). “É muita falta de respeito com o sul-mato-grossense e especialmente com a população da região Costa Leste do nosso Estado, a Anel autorizar um aumento de 35% na tarifa de energia elétrica. Pior ainda, a indústria e o comércio, aqueles que recebem energia de alta tensão, irão pagar um aumento de 40%”.

O parlamentar se referiu ao reajuste aprovado pela diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e que afetará Três Lagoas, Brasilândia, Santa Rita do Pardo, Selvíria e Anaurilândia. O aumento começará a valer no dia 27 deste mês e vai atingir mais de 2,4 milhões de consumidores residenciais atendidos pela empresa Elektro. Para este tipo de cliente, o reajuste será de 35,7%.

Para os consumidores de baixa tensão, o aumento será de 35,9%. Eduardo Rocha argumentou que não é possível em um país onde a inflação gira em torno de 6%, onde o IGP-M é de 5,32%, que a Aneel permita um aumento abusivo como esse de 40%, que irá lesar a população sul-mato-grossense. Eduardo Rocha ressaltou que o “tarifaço” pode inviabilizar tanto a permanência quanto a vinda de novas indústrias para o Mato Grosso do Sul, pois para os consumidores de alta tensão, o aumento será de 40,7%. Com isso, o efeito médio do reajuste ficará em 37,78%.

A Aneel informou que, para calcular o reajuste, considera a variação de custos que a empresa teve no ano, e que a conta inclui custos típicos da atividade de distribuição, sobre os quais incide o IGP-M, além de outros custos que não acompanham necessariamente o índice inflacionário, entre eles, a compra de energia, encargos de transmissão e encargos setoriais. De acordo com a Agência, o item que mais impactou o reajuste da Elektro foi o aumento dos custos que a empresa teve com compra de energia. Outros fatores, como aumento nos custos com transporte de energia e pagamento de encargos setoriais, também influenciaram.

“Eu não vou permitir um abuso desse com a população do meu Estado, e por isso vou ao Ministério Público Federal e ao Procon contra a Elektro. Solicitando que a Empresa seja investigada. Eles precisam saber que aqui tem gente que defende os interesses de Mato Grosso do Sul”.

(*) Com informações de Assessoria de Imprensa

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