15/05/2013 09h58 – Atualizado em 15/05/2013 09h58

CPI foi aprovada ontem (14), com assinaturas de 21 dos 24 parlamentares

Comissão deve investigar irregularidades nos principais hospitais do estado

Ricardo Mendes com informações da Assessoria de Comunicação

Com o apoio de todos os deputados presentes na sessão desta terça-feira (14), a Assembleia Legislativa aprovou a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a regularidade na aplicação dos recursos públicos por parte das instituições de saúde no Estado de Mato Grosso do Sul.

A ser composta por cinco parlamentares e com prazo de 120 dias para a conclusão dos trabalhos, a comissão também irá apurar a legalidade, oportunidade e conveniência das terceirizações de serviços realizados com as verbas repassadas. Os deputados estaduais terão 120 dias para a conclusão dos trabalhos.

O requerimento com as assinaturas foi apresentado pelos deputados Lauro Davi (PSB) e Amarildo Cruz (PT), propositores da audiência pública da última quinta-feira (9/5), que discutiu, no plenário Julio Maia, a “Terceirização dos Serviços de Saúde no Estado do Mato Grosso do Sul”.

Amarildo lembrou que 11 deputados participaram daquele evento. Na ocasião, a promotora de Justiça Paula Volpe, que participou diretamente das investigações que desvendaram o esquema de desvio de verbas públicas da saúde envolvendo os hospitais do Câncer e Universitário, disse que a criação da CPI na Assembleia Legislativa poderá trazer elementos novos à investigação.

Em discurso na tribuna, nesta terça-feira, o deputado Amarildo destacou a importância da investigação pela Casa de Leis. “Tenho certeza de que vamos fazer uma grande comissão e uma grande investigação”, disse.

Ele lembrou que tradicionalmente as comissões parlamentares de inquérito instauradas na Assembleia Legislativa têm dado grandes contribuições à sociedade. Ele citou como exemplos as CPIs da Cesp e da Enersul.

A operação Sangue Frio, deflagrada pela PF (Policia Federal) em conjunto com a CGU (Controladoria-Geral da União) e o MPE (Ministério Público Estadual), desvendou uma série de irregularidades e fraudes na gestão do Hospital do Câncer e do Hospital Universitário. Segundo as investigações, o esquema criminoso visava beneficiar clínicas particulares.

Deputado Lauro Davi (PSB) entregou documentos para o presidente da Casa de Leis, Jerson Domingos (PMDB), na sessão desta terça-feira  (Foto: Giuliano Lopes/ ALMS)

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