01/02/2012 16h22 – Atualizado em 01/02/2012 16h22

Ageprev está na pauta de deputados

Assembléia Legislativa vai discutir sobre rombo de quase R$ 16 milhões na Ageprev

Midia Max

Os deputados devem retornar aos trabalhos na Assembléia Legislativa discutindo sobre o rombo de quase R$ 16 milhões na Ageprev (Agência de Previdência Social de Mato Grosso do Sul). Pelo menos esta é a sugestão do Deputado Estadual Pedro Kemp (PT), que afirma ser prioridade uma reunião entre servidores públicos, deputados e o Governo do Estado, com o objetivo de debater a respeito de alternativas que acabem com o déficit no orçamento.

“É realmente necessário pensar em como capitalizar recursos extras para este fundo ou a própria previdência complementar, que está sendo uma tendência em vários estado do País. Seria ruim se o governo do Estado tomasse uma decisão de se fazer uma reforma na previdência e enviar um projeto para se debater na Assembléia sem falar com os servidores”, afirma o deputado.

De acordo com o deputado Pedro Kemp, desde a época do governo Zeca, no ano 2000, esse “rombo” já era previsto. “Quando foi criado o MS Prev, que depois se desmembrou da área da saúde, com a criação da Cassems e se tornou Ageprev, projeções da época já diziam que o Estado tinha de fazer alguma coisa, porque só a contribuição dos servidores não era suficiente”, explica o deputado.

Atualmente, segundo Kemp, o servidor contribui com 11% do seu salário e o governo com mais 22% para o fundo previdenciário. “Como exemplo, podemos citar os salários de fiscais de renda, agentes tributários e professores. Os primeiros recebem em média 15 mil e os professores 2,5 mil ao se aposentarem. Esse valor integral é discrepante e pesa no fundo de previdência”, diz o deputado.

Transparência

Além de reordenar o fundo previdenciário, o deputado afirma que os servidores públicos devem fiscalizar e cobrar prestação de contas da Ageprev. “Eles tem todo o interesse, é o futuro deles que está em jogo. É claro que algumas coisas são divulgadas, mais acho que tem que ter mais transparência na administração dos recursos”, avalia o deputado.

Segundo o deputado, é também importante cobrar do governo medidas de enfrentamento do déficit existente. “Tem de se discutir o que fazer para enfrentar o rombo anunciado, se o problema vai acontecer temos de ter alternativas. Há casos desesperadores como o Rio Grande do Sul, que tem um grande número de aposentados e um rombo ‘quase que sem solução’. O Estado tem que retirar dinheiro do tesouro do Estado e cobrir o rombo da previdência todo mês, já que o déficit é altíssimo”, afirma o deputado.

Ontem, uma projeção atuarial da previdência do funcionalismo sul-mato-grossense informou que em 2013 já deve faltar dinheiro para os benefícios de aproximadamente 18 mil servidores públicos estaduais aposentados e pensionistas que recebem da Ageprev.

E as projeções indicam uma situação ainda pior para 2014, já que o déficit pode saltar de R$ 15.864.817,62 para mais de R$ 280 milhões.

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