09/04/2015 11h22 – Atualizado em 09/04/2015 11h22

Em Três Lagoas, a situação segue o cenário nacional; conforme o Caged, as vagas com carteira assinada diminuíram em 219 postos de trabalho no período

Léo Lima com informações

Três Lagoas registrou mais uma queda no volume de contratações de trabalhadores. De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), referentes a fevereiro de 2015, no período o número de demissões foi maior do que de contratações no mercado de trabalho. Foram admitidos 1.522 trabalhadores e desligados 1.741, dando um resultado negativo de -219 postos de trabalho.

No Estado, ainda conforme o Caged, foram admitidos 24.249 trabalhadores e dispensados 22.675 – variação positiva de 1.574 postos mantidos.

Dentre as profissões mais afetadas pelos cortes estão: Alimentador de Linha de Produção (126 contratados e 115 demitidos – saldo positivo de 11 postos garantidos); Motorista de caminhão (75 contra 107 – resultado negativo de -32); Vendedor no Comércio Varejista (82/84 – menos dois); Auxiliar de escritório (28/65 – menos 37); Trabalhador de Extração Florestal (29/54 – menos 25); e cozinheiro (15/33 – menos 18).

DESEMPREGO NO PAÍS

A taxa de desemprego no país subiu para 7,4% nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, divulgou hoje (09) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa revela aumento da desocupação na comparação com os três meses anteriores (setembro, outubro, novembro), quando era 6,5%.

De acordo com a pesquisa Pnad Contínua, o desemprego no trimestre encerrado em fevereiro também está acima do índice do mesmo trimestre do ano anterior (6,8%) e é o maior indicador desde o início da contagem, entre janeiro e março de 2014 (7,2%).

A Pnad Contínua se destina a produzir informações contínuas sobre a inserção da população no mercado de trabalho. Leva em conta as características demográficas e de educação, e, também, o desenvolvimento socioeconômico do país. A pesquisa é feita por meio de uma amostra de domicílios, extraída de uma amostra mestra, de forma a garantir a representatividade dos resultados para os diversos níveis geográficos definidos para sua divulgação. A cada trimestre, são investigados 211.344 domicílios particulares permanentes, em aproximadamente 16.000 setores existentes no censo, distribuídos em cerca de 3.500 municípios.

DESOCUPADOS

No período, o IBGE contabilizou 7,4 milhões de pessoas desocupadas, alta de quase um milhão de pessoas (14,7%) na comparação com o quantitativo de desempregados entre setembro e novembro de 2014, que era 6,5 milhões de trabalhadores.

Por outro lado, a pesquisa verificou que o rendimento médio do brasileiro cresceu 1,1%, subindo de R$ 1.793 no trimestre fechado em novembro para R$ 1.817 nos três meses seguintes. O montante subiu ainda 0,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior, descontada a inflação.

A massa de rendimento real habitualmente recebida para todos os trabalhos cresceu para R$ 162 bilhões, o que revela aumento de 2,2% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Na comparação com trimestre encerrado em novembro, o aumento foi 0,7%.

Para analisar o desemprego no país, o IBGE também elabora a Pesquisa Mensal do Emprego (PME). Na última divulgação, o dado registrou alta de 5,9% do desemprego no mês de fevereiro deste ano – a maior taxa desde junho de 2013. Por abranger menos regiões, a PME está sendo substituída pela Pnad Contínua, que coleta dados em 3.464 municípios.

(*) Com informações da Agência Brasil e Caged

Cresceu o volume de desocupados em todo o país, segundo o IBGE (Foto: Ilustração/Google)

Movimento de contratações e desligamentos no mês de fevereiro em Três Lagoas, no Estado e no Brasil (Foto: Ilustração/Caged)

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