04/07/2017 07h50

A Força-Tarefa da operação Lama Asfáltica tem sob mira a gestão do ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB). Cerca de 30 contratos de um seleto grupo de empresas e fiscais da secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos estão sendo alvos de investigações. Esta ação se transformará em mais um desgaste ao petebista, que já esteve enrolado com a Justiça em outros processos. Com intenção de ser candidato nas eleições do ano que vem, vai ter muito trabalho para viabilizar esse projeto.

Esperneio

No olho do furacão da Coffee Break, o ex-governador André Puccinelli (PMDB) acionou o Tribunal de Justiça na tentativa de que o órgão reforme a decisão em que bloqueou os bens de todos os denunciados, inclusive os dele. Em sua justificativa, ele alega que o Ministério Público tenta judicializar atos meramente políticos e nega que tenha participado do esquema que acabou na cassação do prefeito Alcides Bernal (PP). A sorte foi lançada, mas uma decisão sobre o caso deve demorar.

Contradições

As ações da Lama Asfáltica, desenvolvidas pela CGU, Receita e Polícia Federal falam em desvio de muitos milhões de reais na gestão do ex-governador André Puccinelli. Mas o que espanta em tudo isso é o aval dado pelo Tribunal de Contas do Estado na aprovação das contas do peemedebista. Daí se conclui que alguém está equivocado nessas avaliações. Agora, se esses órgãos tiverem razão e provarem tudo, como ficam as decisões proferidas pelo TCE? Esperar pra ver.

Prazo

Delatores do Grupo JBS pediram à CPI das Irregularidades Fiscais e Tributárias de Mato Grosso do Sul, da Assembleia Legislativa, mais 45 dias para mandar os documentos dos Termos de Ajustes de Regimento Especial firmados entre a empresa e o governo do Estado. O prazo terminaria ontem, mas a empresa argumentou que vem atendendo várias solicitações de outros órgãos da Justiça desde que os irmãos Joesley e Wesley Batista assinaram o acordo de leniência e colaboração premiada.

Análise

A CPI apura se o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) cometeu crime de improbidade administrativa, conforme a delação de Wesley Batista. Segundo o empresário, o tucano teria recebido propina para conceder incentivos fiscais à empresa, o que é negado pelo Executivo. O presidente do colegiado, deputado estadual Paulo Corrêa (PR), disse que o pedido da JBS será analisado na próxima reunião da comissão, nesta quarta-feira (5).

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