20/11/2006 07h41 – Atualizado em 20/11/2006 07h41

Dourados News

“O mais importante para Zumbi não era viver livre, mas libertar todos os negros ainda escravos”, afirmam os defensores da causa, como objeto maior para a celebração do Dia da Consciência Negra, que é celebrado hoje. Os negros deixaram de comemorar no Brasil o dia 13 de maio, dedicado à abolição da escravatura, para reverenciar no dia 20 de novembro a Zumbi dos Palmares como símbolo da resistência. Identificar, propagar e manter a importância do maior líder negro da América Latina e herói nacional na construção da cidadania, por sua persistência, conquistas e pelo elevado exercício da liberdade no único sentido que essa palavra comporta, é proporcionar, de antemão, às gerações atuais e futuras, como foi oferecido as nossos antepassados, modelo de dignidade que alimenta a luta pelo reconhecimento ao trabalho do povo negro na construção desse País, ao mesmo tempo em que lutava contra o escravismo mais cruel de que se tem notícia na história da humanidade, escreve a pesquisadora Wally Salmão no site da Adital (dedicado às notícias da América Latina e do Caribe) Segundo ela, “Zumbi fincou pé em Palmares e aceitou a guerra de posição para defender a possibilidade de um Brasil livre, liderado pelos africanos”. O exemplo dele continua vivo, não pelo aspecto guerreiro, mas pela perspectiva política. “Afinal, sabemos todos que a guerra é uma dimensão terminal da política. Os milhares de quilombos que se organizaram, nos 200 anos seguintes, resistiram e enfraqueceram a escravidão.

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