Paciente de Copacabana, no Rio de Janeiro, leva vida leve e resolveu pular de asa delta depois de descobrir doença renal. Tratamento permite viajar e trabalhar. Modalidade ainda é pouco conhecida no Brasil, apenas 5,8% dos pacientes em diálise optam pelo tratamento peritoneal

Andréa Magalhães, 48 anos, não se priva de nada por fazer diálise. Paciente renal crônica há dois anos, recentemente, pulou de asa delta, um sonho antigo que não tinha coragem de realizar até então. “Eu acredito que a vida da gente tem que ser mais leve. Percebi que a doença renal e o salto são semelhantes, mas depois você se lança e enfrenta com coragem. Você se sente um passarinho, livre para voar”, disse.

Depois de um breve período fazendo hemodiálise na Pró Renal Copacabana, clínica da rede Fresenius Medical Care, ela passou para a diálise peritoneal, feita em casa, e acredita que a mudança de tratamento fez toda a diferença na maneira como encara a vida. “Eu me sentia bastante fraca conectada à máquina, não consegui me adaptar. Hoje me sinto mais disposta para aproveitar a vida e me cuidar”, afirma Andréa Magalhães, que tatuou os rins no antebraço esquerdo, como forma de marcar a crença na vida após o diagnóstico. “Viajar com a família é um de meus programas preferidos e, com a diálise peritoneal, posso manter nossa rotina sem me preocupar”.

VANTAGENS DA DIÁLISE

Andréa sente menos efeitos colaterais e não precisa abrir mão de sua programação normal devido ao tratamento que escolheu. Essas são duas grandes vantagens da diálise peritoneal, que utiliza o próprio corpo do paciente para eliminar toxinas e líquido em excesso por meio do peritônio, um filtro natural, como substituto da função renal. Ela pode ser feita durante a noite, enquanto o paciente dorme.

“A diálise peritoneal é um tratamento contínuo realizado sete dias por semana e pode ser feito na residência do paciente. As toxinas, água e eletrólitos excedentes são removidos do organismo lenta e continuamente. É uma forma eficaz de diálise, utilizada em todo o mundo, e deve ser oferecida para todos os pacientes como uma opção terapêutica, uma vez que pode ser a melhor opção para o estilo de vida de muitos pacientes, como aconteceu com a Andréa”, destaca a nefrologista Cácia Matos, coordenadora médica de Diálise Peritoneal da Fresenius Medical Care.

VANTAGENS E DESVANTAGENS

Embora a modalidade seja uma das que oferece maior conforto e liberdade ao paciente, ainda é pouco conhecida por aqui. No Brasil, 2.853 pessoas fazem diálise peritoneal de acordo com o censo da Sociedade Brasileira de Nefrologia 2018. O número representa apenas 5,8% do total de pacientes em diálise no país. Nos Estados Unidos, por exemplo, são 9,7% do total de pacientes em diálise segundo dados do último censo de diálise no país (2016). Na Europa, 11% deles optam pela diálise peritoneal.

“Ao tomar uma decisão sobre o tipo de tratamento, o paciente deve levar em consideração que a diálise peritoneal geralmente é um processo diário, semelhante ao funcionamento do rim e que sua eficácia depende dele. Cada um dos tratamentos têm as suas vantagens e desvantagens, por isso é preciso conhecer todas as opções e entender a que melhor se adapta às necessidades do paciente”, afirma a médica.

Todo paciente apto à diálise peritoneal é treinado por uma equipe de enfermagem qualificada para executar as trocas necessárias ao lado de um membro da família ou cuidador. O treinamento dura aproximadamente duas semanas, onde são dadas todas as informações para o cuidado com a saúde. Além disso, há cada quatro ou seis semanas, são agendadas visitas regulares à clínica de diálise responsável pelo tratamento para avaliação do paciente.

Fresenius Medical Care – Em todo mundo, são 3.996 clínicas que atendem a mais de 339 mil pacientes. A Fresenius Medical Care está presente no Brasil há mais de 20 anos e conta hoje com uma rede com mais de 30 clínicas (Distrito Federal, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo) e três bases de serviço de nefrologia hospitalar, realizando mais de 1 milhão de atendimentos por ano.

(*) Assessoria de Comunicação

Comentários