05/04/2016 09h25 – Atualizado em 05/04/2016 09h25

Um representativo grupo da Capital aproveitou o domingão para dar um abraço simbólico no prédio do Ministério Público Estadual e exigir celeridade aos responsáveis pela investigação de empresários e políticos na Operação Coffe Break. O recado foi claro e direto a quem tem o poder de dar as respostas que a sociedade tanto deseja. Essa pressão pode mudar a velocidade das investigações. Só falta agora esse grupo resolver acampar na sede do órgão, como faz outras pessoas em frente ao Ministério Público Federal em Campo Grande pelo impeachment de Dilma.

DITADURA

Cerca de 300 professores foram no fim de semana à Praça do Rádio, em Campo Grande, protestar contra o projeto batizado de ‘Lei da Mordaça, aprovado pela Câmara de Vereadores e que veta temas como política e sexualidade nas escolas. O projeto é de autoria do vereador Paulo Siufi (PMDB) e mais seis signatários. Durante o ato, a categoria prometeu que vai pressionar o prefeito Alcides Bernal (PP) até que ele vete na totalidade o projeto. O progressista já se posicionou contra a matéria, mas se a maioria dos legisladores resolver derrubar o veto, ela vira lei.

PANTANEIROS

Mais dois nomes de Mato Grosso do Sul aparecem entre os investigados da Operação Lava Jato, comandada pelo juiz paranaense Sergio Moro. O homem já mandou um monte de gente pra cadeia e continua com o firme propósito de elucidar todo o esquema de corrupção na Petrobras envolvendo políticos e empresários. Os nomes em questão são donos de uma produtora de vídeo que não funciona mais por aqui, mas, sim, em São Paulo já faz certo tempo. Somente o desenrolar das investigações dessa etapa é que pode desvendar a participação ou não dos dois.

LISTA NEGRA

O presidente do Sindigraf/MS (Sindicato das Indústrias Gráficas de Mato Grosso do Sul) e Abigraf/MS (Associação Brasileira da Indústria Gráfica no Estado), Julião Flaves Gaúna, acredita que os escândalos de corrupção ajudarão, de certa forma, o setor no período da campanha eleitoral. Avalia que, por causa disso, os candidatos com rejeição deverão gastar mais com produtos gráficos este ano se quiserem aparecer melhor na “foto” para convencer o eleitorado.

EMENDAS

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), deve ir à Assembleia Legislativa nesta terça-feira (5) discutir a questão da liberação das emendas parlamentares, que este ano prevê um repasse de R$ 1,5 milhão para cada um dos 24 deputados estaduais. O tucano deve anunciar a liberação de R$ 36 milhões para irrigar as bases eleitorais dos parlamentares.

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