DPOC se desenvolve principalmente pelo hábito do fumo e exposição ao tabaco; outros fatores de risco são a poluição ambiental, a queima de biomassa como as queimadas de lavouras e até uso de fogão a lenha.

Você sabe o que é DPOC? A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica acomete cerca de 300 milhões de pessoas atualmente e é a terceira causa de morte no mundo, principalmente em países de baixa e média renda, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Em 20 de novembro é comemorado o Dia Mundial da DPOC para promover a conscientização da população e apresentar novas estratégias terapêuticas.

Ela se desenvolve principalmente pelo hábito do fumo e exposição ao tabaco, ou seja, o fumante passivo também pode vir a ter a doença. Outro fator de risco é a poluição ambiental, a queima de biomassa como as queimadas de lavouras e até uso de fogão a lenha. Os sintomas mais comuns são a falta de ar e o pigarro. Atividades diárias como subir escadas podem se tornar muito cansativas à medida em que a doença avança. Seu desenvolvimento é lento, tornando-se mais aparente por volta da quarta e quinta década de vida. Fernanda M. Cercal Eduardo, coordenadora do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Internacional Uninter, explica que pode se apresentar de duas formas:

  • Bronquite obstrutiva crônica:  definida por tosse produtiva com duração total de pelo menos três meses em dois anos consecutivos, possível obstrução das vias respiratórias, evidenciada pelo exame de espirometria. Em alguns casos, a distinção entre bronquite obstrutiva crônica e bronquite asmática não é clara e pode ser chamada de sobreposição de DPOC e asma (SDA).
  • Enfisema pulmonar: ocorre a destruição do parênquima pulmonar, fazendo com que o pulmão tenha perda de retração elástica dos alvéolos, levando a tendência de colapso de algumas áreas pulmonares. Os pacientes apresentam um tórax hiperinsuflado e limitação do fluxo aéreo. Em casos mais severos, os pulmões podem ter formação de bolhas que podem estourar espontaneamente levando a um agravamento do quadro respiratório do paciente.

“O diagnóstico é realizado pelo médico pneumologista através do histórico, exame físico, radiografia de tórax e espirometria. Embora a DPOC não tenha cura, os tratamentos disponíveis atuam retardando a progressão dela, controlando os sintomas e reduzindo as possíveis complicações. A fisioterapia tem um importante papel na vida desses indivíduos, pois consegue otimizar a realização de atividades da vida diária e reduzir os possíveis episódios de descompensação respiratória”, explica Thayse Zerger Gonçalves Dias, tutora do curso de Fisioterapia da Uninter. Em casos de internamento, a fisioterapia também possui papel fundamental, pois juntamente com a equipe multidisciplinar, traça condutas eficientes de manejo respiratório, reduzindo os índices de morbidade e mortalidade destes pacientes.   

Na 19ª edição, a campanha de prevenção tem como tema “Viver Bem com DPOC – Todos, em todos os lugares”. A ideia é emitir uma mensagem mais positiva para os pacientes com a doença, mostrando que embora não tenha cura, é possível viver com qualidade de vida. Além da conscientização do indivíduo, o foco é mostrar a importância da reabilitação pulmonar, da prática de atividades físicas, da alimentação adequada, e do bem-estar social e mental.

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