Guta Rufino

01/10/2019 15h05

Ela gosta de servir. Cuidar da casa, contar histórias e assistir sua TV na hora marcada faz parte do dia a dia dela

No Dia do Idoso (1º de outubro), o Perfil News conversou com a matriarca da família Cézero, Dona Magdalena, que está prestes a completar 90 anos com uma energia vital invejável. A três-lagoense, viúva de Geraldo Cézero, é a base dos 7 filhos, que hoje tocam a empresa deixada pelo pai; a São Marcos Ferro e Aço.

Apesar da idade avançada e de todos os problemas de saúde que já enfrentou, essa mulher de fibra não deixa a peteca cair e como uma malabarista se vira nos 30 para fazer o que mais gosta: servir a família. E é com sua experiência de vida que compartilha aquilo que os idosos tem de tão importante para agregar em nossas vidas: suas histórias. “Eu tenho muitas lembranças. Tristes, alegres, mas o importante é que a gente tem força para sempre viver mais. Eu não quero ficar parada. A gente que sempre cuidou de tudo se sente bem cuidando da casa, arrumando cada canto do nosso jeito”, dividiu com a reportagem.

A disposição de Dona Magdalena é uma de suas maiores características. Conforme sua limitações ela gosta de limpar a casa, lavar a louça, colocar a roupa para bater, cuida dos detalhes das refeições diárias e também dos animaizinhos da casa. “A Jane é minha companheira”, disse sobre uma das cachorrinhas da casa, que ganha até comida quentinha da vovó. “A Jane é exigente”, gargalhou.

Ela deixa tudo adiantado: descasca o alho, já deixa o feijão cozido, pensando na praticidade, para não esgotar suas energias que também são distribuídas em horas de prosa com filhos, netos e amigos, além de ter sua hora marcada para assistir seus programas favoritos na TV: o Show da Fé e noticiários policial. “Eu sento, assisto minha TV, dou meu cochilo”, contou.

Essa mulher que teve uma infância difícil, trabalhou duro junto ao marido para sustentar os filhos, perdeu uma filha que na época tinha apenas 18 anos, e já fez cirurgia cardíaca e hoje usa marcapasso, supera cada obstáculo para viver em plenitude, sendo ativa e servindo aos que ama. Dona Magdalena é exemplo de que a vida existe para ser vivida independente da idade, das limitações e das opções que temos para dispor nossas energias. “A gente resmunga, mas a gente é feliz, o que a gente não pode é desistir de viver. Já passei por tanta coisa e estou aqui, de pé”, concluiu.

Viva, Dona Magdalena! Viva todos os idosos e idosas que colaboram para um mundo com mais histórias e exemplos de vida.

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