28/06/2017 08h41

Jeison Moreira Souza, de 26 anos, morou por sete meses no Jardim Noroeste, em Campo Grande

Redação

Apontado como proprietário do bimotor Piper Aircraft 23 (matrícula PT-IIJ) – avião interceptado pela FAB (Força Aérea Brasileira), com 653,1 quilos de cocaína, no interior de Goiás – Jeison Moreira Souza, de 26 anos, tem identidade sul-mato-grossense e já se declarou morador do Jardim Noroeste, na região do presídio de Segurança Máxima de Campo Grande.

De acordo com processo de fevereiro deste ano, que corre na Justiça Estadual, no dia 12 de março de 2016, Souza alugou um imóvel no bairro, na Rua da Andorinha da Austria, sob o valor mensal de R$ 550, mais R$ 50 de IPTU. O prazo do contrato era de 12 meses, até 12 de abril deste ano.

No entanto, conforme o processo, o inquilino entregou as chaves do imóvel no início do mês de outubro do ano passado, deixando sem pagar o mês de setembro e sem quitar os valores previstos, por conta da quebra de contrato.

Conforme consta nos autos, a empresa imobiliária responsável pelo imóvel diz que por várias vezes entrou em contato com Souza por telefone, porém sem sucesso.

A empresa, então, entrou com uma ação de cobrança na Justiça, que já ultrapassa o valor de R$ 2.832,50, onde prevê as custas do aluguel, da multa contratual, da pintura e conservação do imóvel, além das custas do imóvel.

Além de Jeison, a ação tem como alvo a servidora pública, Sueli de Freitas Braga, moradora do bairro Arnaldo Estevão de Figueiredo, que seria fiadora do contrato.

Os dois envolvidos foram intimados para uma audiência de conciliação no dia 12 de maio. Porém, nenhum deles compareceu. A Justiça decidiu, então, que o processo poderia seguir concluso para as deliberações.

No processo, não há informações sobre a naturalidade do réu, mas o número do RG (Registro de Identidade) dele, consta como sendo daqui do Estado. Também não constam disponíveis no TJ/MS outros processos referente a Jeison.

Interceptação – O bimotor foi interceptado por um avião A-29 Super Tucano da FAB, como parte da Operação Ostium, para coibir ilícitos transfronteiriços, na qual atuam em conjunto Polícia Federal e órgãos de segurança pública. De acordo com nota divulgada neste domingo pela Aeronáutica, o avião tinha como destino a cidade de Santo Antonio Leverger (MT).

A Polícia Militar (PM) de Goiás informou que o avião interceptado levava 653,1 quilos de cocaína. A informação inicial era de cerca de 500 quilos de cocaína. Segundo a corporação, foi a maior apreensão da droga no estado. O volume foi avaliado em R$ 13 milhões e, após o refino, poderia quintuplicar a quantidade inicial.

O piloto da FAB comandou a mudança de rota e o pouso obrigatório no aeródromo de Aragarças (GO). Inicialmente, a aeronave interceptada seguiu as instruções da defesa aérea, mas ao invés de pousar no aeródromo indicado, arremeteu. O piloto da FAB novamente ordenou a mudança de rota e solicitou o pouso, porém o avião não respondeu, sendo classificado como hostil.

O A-29 da FAB executou um tiro de aviso para forçar o piloto a cumprir as determinações e voltou a comandar o pouso obrigatório. O bimotor novamente não respondeu e pousou na zona rural do município de Jussara, interior de Goiás.

Um helicóptero da Polícia Militar de Goiás foi acionado e fez buscas no local. O avião interceptado será removido para o quartel da Polícia Militar de Goiás em Jussara. Ninguém foi preso. A droga apreendida irá para a Polícia Federal em Goiânia, que vai conduzir as investigações.

Conforme a revista Veja, antes de ser transferida para Jeison, em 2014, a aeronave estava registrada em nome do paraguaio Antonio Marques Duartez, morto aos 24 anos, num acidente aéreo em Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Paraguai.

Na ocasião, também morreu a bordo o brasileiro Mário Ney Chaves Pires, um dos alvos da antiga CPI do Narcotráfico, investigado pela Polícia Federal por integrar uma rede que enviava cocaína colombiana para a Europa.

(*) Campo Grande News

Avião carregado de cocaína interceptado em Goiás (Foto: FAB/Divulgação)

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