20/11/2006 10h49 – Atualizado em 20/11/2006 10h49

Dourados Informa

O empresário douradense Rui Carlos Ritter passou por dias de terror no Paraguai. No início deste mês, ele e seu funcionário Pedro Farias de Souza, foram seqüestrados em Coronel Sapucaia, região de fronteira, onde ficaram por quase uma semana sobre a mira de uma quadrilha internacional especializada em roubo de carretas. Duas carretas bi-trem, Volvo, modelo 380, com placas HRO 2184/Dourados e IRR 5260/Caxias do Sul, foram roubadas durante a ação dos seqüestradores. Segundo o empresário, no dia 2 de novembro, uma das carretas da empresa foi contratada para transportar madeira de Coronel Sapucaia até o interior do Rio Grande do Sul. Chegando a região de fronteira para carregar a carreta, o funcionário da empresa acabou sendo rendido e o veículo tomado pela quadrilha. O funcionário foi feito de refém pelos seqüestradores, durante cinco dias, em um matagal. Ele foi agredido e foi ameaçado de morte, caso não colaborasse com os quatro bandidos, que armados com escopetas calibre 12 e pistolas automáticas manteve o funcionário em cativeiro. Ritter disse que no dia 05 de novembro, os lideres da quadrilha obrigaram o funcionário a entrar em contato com a empresa. Por telefone, ele informou ao empresário que a carga já estava pronta para ser transportada e que seria necessária uma outra carreta para levar toda a madeira até Rio Grande do Sul. O próprio empresário acabou se deslocando a Coronel Sapucaia para realizar o frete. Chegando a região, ele também foi rendido e teve a segunda carreta roubada pela quadrilha. Eles foram agredidos em várias partes do corpo pelos seqüestradores. Ambos estão com inúmeros hematomas causado pelas armas. Ritter e o funcionário ficaram sobre a mira dos seqüestradores, no município de Capitan Babo, no Paraguai, até o dia 6 de novembro, quando foram liberados pela quadrilha. De acordo com Ritter, para devolver as carretas, os seqüestradores exigiram o pagamento de uma grande quantia de dinheiro. As carretas foram recuperadas no último sábado, no município paraguaio de Vila Rica, que fica a aproximadamente 300 quilômetros de Foz do Iguaçu (PR). Os veículos foram danificados pela quadrilha, que já planejava utilizar os veículos para o transporte de cana-de-açúcar no Chile. Das carretas, os seqüestradores extraíram várias peças, como lonas, pneus, cortinas, aparelho de som e equipamento de rádio amador. Os chassis dos veículos já haviam sido raspados pela quadrilha.

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