17/11/2006 16h55 – Atualizado em 17/11/2006 16h55

TV Morena

O índice de mortalidade infantil nas aldeias de Dourados registrou a maior queda dos últimos anos, conforme dados do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) da Coordenação Regional da Funasa do Estado. Em outubro, o indicador fechou em 23 óbitos para cada mil nascidos vivos. O indicador chegou a 141 em 2000. No ano passado, o Dsei registrou 36 para cada mil nascidos vivos. De acordo com o IBGE (dados de 2004), o indicador nacional na população não indígena é de 26 para cada mil nascidos vivos. Para o médico do Pólo-Base Indígena de Dourados, Zelik Trajber, os resultados são reflexos do trabalho integrado da equipe. “Hoje, temos uma equipe cada vez mais comprometida e uma rotina de trabalho totalmente organizada”, comemora. Nas aldeias, a prioridade é o acompanhamento das crianças menores de cinco anos. A cobertura de pesagem nas crianças é de 95,12%. “Quando aumentamos a cobertura, diminuímos o número de desnutridos”, afirma Zelik. O índice de desnutrição nas aldeias é de 8%. No ano passado, o índice chegou a 11%. As gestantes também recebem acompanhamento. “A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza seis consultas pré-natal. Em Dourados, 83% das gestantes têm de quatro a seis consultas, e 73% têm seis consultas ou mais”, afirma a coordenadora da equipe multidisciplinar do Pólo, Lídia Maria Montera. Estrutura – Cinco equipes multidisciplinares de saúde atendem o Pólo-Base Indígena de Dourados, sendo quatro com atendimento permanente nas aldeias de Jaguapiru e Bororó, e uma volante que atende as aldeias de Panambi (Douradina), Panambizinho (Dourados), Sucuri (Maracaju), e acampamentos indígenas de Porto Cambira, Passo Piraju, Curral de Arame, Tacurti e Mudas MS (Dourados) e de Rio Brilhante e Itaum. Compõem as equipes: cinco médicos, dois dentistas, três nutricionistas, seis enfermeiros, doze auxiliares de enfermagem, além de 34 agentes indígenas de saúde e seis agentes indígenas de saneamento. Para o atendimento, o Pólo de Dourados conta com cinco postos de saúde nas aldeias Bororó e Jaguapiru, com a Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai), com o Centro de Recuperação Nutricional, Hospital Evangélico e Hospital da Mulher, hospitais que também atendem a população indígena de outras aldeias do sul do Estado.

Comentários