19/11/2006 16h44 – Atualizado em 19/11/2006 16h44

Estadão.com.br

A chegada tardia do El Niño neste ano frustrou as previsões de meteorologistas, que esperavam uma temporada movimentada de furacões no Atlântico Norte. O El Niño é um aquecimento das águas no Oceano Pacífico, que altera o regime de ventos e de chuvas.

A explicação para a relativa calma da estação de tempestades é de William Gray, da Universidade do Colorado. Gray e o colega Philip Klotzbach haviam previsto uma estação de furacões com atividade bem acima da média, em boletins emitidos em dezembro de 2005 e nos meses de abril e maio deste ano.

No boletim de maio, eles ainda previam 17 tempestades fortes o bastante para ganhar um nome próprio, nove das quais seriam furacões. Em vez disso, houve nove tempestades com nome, cinco das quais, furacões, desde o início da temporada das tempestades, em 1º de junho. O período se encerra em 30 de novembro.

A temporada de 2006 teve o menor número de tempestades com nome desde 1997, o menor número de furacões desde 2002 e o menor número de tempestades fortes a tocar solo americano desde 2001.

A temporada de 2005 foi marcada por diversos furacões de grande intensidade, incluindo Katrina, que devastou parte do sul dos Estados Unidos, praticamente riscando a cidade de New Orleans do mapa. Especialistas ainda debatem se há uma ligação direta entre o recrudescimento ocorrido em 2005 e o fenômeno da mudança climática global.

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