05/10/2015 18h19 – Atualizado em 05/10/2015 18h19

Problema é frequente e atinge várias ruas. População vive receosa e aterrorizada. Concessionária ainda não se pronunciou sobre o assunto

Lucas Gustavo

Em Três Lagoas, há tempos que moradores do cruzamento das ruas Bruno Garcia e Eloy Chaves sofrem com a insegurança por conta dos postes apagados. A escuridão atinge parte dos bairros Colinos e da área central. A engenheira florestal Isabel Jorge da Silva, de 24 anos, procurou a reportagem do Perfil News para relatar o caso.

De acordo com ela, o problema é frequente. ‘’Todos os postes em volta da quadra já ficaram apagados por mais de 30 dias no início do ano; isso é revoltante’’, desabafou. ‘’O contratempo ainda persiste. Notificamos a Elektro sobre o fato, mas nunca resolvem. Estamos cansados de esperar’’, acrescentou.

Ainda segundo a engenheira, nas visitas dos funcionários da concessionária de energia, eles garantem que o transtorno será solucionado, mas a realidade é outra. ‘’Nunca nos dão uma resposta concreta, dizem apenas que ‘vão olha’, e o problema continua. Pagamos taxa de iluminação pública, mas o serviço não nos é ofertado com qualidade’’, denunciou.

PERIGO

À reportagem do Perfil News Isabel revelou que os moradores da região afetada vivem atormentados durante a noite. A falta de paz é ocasionada pelos postes estarem apagados. ‘’A escuridão nos expõe a todo o tipo de mal. Sabemos que a ausência de luz colabora para ação de marginais’’, considerou.

Isabel também explicou que a rua é repleta de árvores, o que a torna mais sombrosa no período noturno. ‘’Casais aproveitam o espaço para namorar sem o menor constrangimento. O local também atrai usuários de drogas. Além de disso, principalmente as mulheres, temem serem atacadas. Eu mesmo já fui abordada, na semana passada, por um homem querendo meu telefone enquanto eu caminhava pela rua’’, contou.

ELEKTRO

Por e-mail, o Perfil News entrou em contato com a Assessoria de Imprensa da Elektro em busca de esclarecimentos sobre o caso. Até a conclusão desta matéria, as perguntas não foram respondidas.

Acompanhe o vídeo com o desabafo da moradora


Moradora exibe a conta na qual a taxa de iluminação pública é cobrada mensalmente, porém o serviço é oferecido com precariedade. (Fotos: Divulgação).


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