16/05/2018 10h04

Em Três Lagoas foram 14 casos apenas nos primeiros três meses do ano

Gisele Berto

A Elektro divulgou um balanço das ações de combate às fraudes de energia elétrica (manipulação do equipamento, que passa a não registrar o consumo real) feitas em 2017 e no 1º trimestre de 2018. No ano passado na distribuidora de energia, foram identificados 2710 casos de furto de energia pelas equipes de campo. De janeiro a março de 2018, o número de fraudes na rede já totalizou 1043 casos.

A empresa vem ampliando suas ações para combater as irregularidades, entre as quais: aumento do número de fiscalizações realizadas e maior atuação com apoio policial para combater os eletrotraficantes.
Na maioria dos casos, os “gatos” foram retirados com apoio da polícia, tanto para garantir a segurança dos eletricistas da concessionária quanto para embasar o processo judicial que é aberto logo em seguida à prisão do eletrotraficante.

BLACKOUT

Em maio deste ano a Polícia Civil de Três Lagoas realizou na cidade, em parceria com a Elektro, a Operação Blackout, para fiscalizar ligações irregulares de energia. Na ocasião flagrou 11 casos de fraude em ligações de energia elétrica na cidade, deteve seis pessoas e indiciou outra cinco pelo crime. Em 2017 a Elektro mapeou 77 casos de furto de energia elétrica em Três Lagoas, com prejuízo estimado de mais de R$ 1 milhão à concessionária. Quatro pessoas foram presas. Nos primeiros três meses de 2018 a concessionária já identificou 14 casos de roubo de energia na cidade.

O desvio de energia elétrica é crime, previsto no artigo 155 do Código Penal, e a pena pode chegar a oito anos de reclusão. Além de crime, o gato representa risco de morte a quem faz e a quem está próximo. A infração também causa inconstância na qualidade do fornecimento de energia e parte do prejuízo é dividida por todos os consumidores na hora do reajuste tarifário homologado pela Aneel anualmente.

No dia 25 de abril, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que as distribuidoras de energia poderão cortar o fornecimento dos fraudadores. Para a ABRADEE, a decisão protege o consumidor honesto, não permitindo que ele arque com o prejuízo das fraudes cometidas pelos eletrotraficantes.

Polícia Civil de Três Lagoas e agentes da Elektro fizeram, em maio, ação para indiciar eletrotraficantes na cidade. Foto: Arquivo/Perfil News

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