18/08/2017 17h03

Polícia Militar precisou ser chamada para intervir no caso

Lucas Gustavo

Houve princípio de rebelião, na noite de ontem (17), na delegacia de Polícia Civil de Água Clara, onde 20 presos dividem duas celas. O espaço tem capacidade apenas para 8 detentos. Três internos, de 20, 23 e 28 anos, lideraram o tumulto, que teve início no momento em que o jantar era servido. O grupo alegava que a comida estava estragada e também exigia banho de sol e visita íntima.

De acordo com o boletim de ocorrência, o delegado Marcílio Ferreira Leite chegou a ingerir a refeição na frente dos presos e comprovou a boa qualidade. Eles insistiram que o alimento estava azedo, mas consumiram a carne das marmitas e ignoraram as porções de arroz e feijão.

Ainda agitados e os aos gritos, os detentos diziam que iriam derrubar as grades das celas com chutes. Em entrevista ao Perfil News, o delegado explicou que, em relação as condições da comida, tudo não passou de um pretexto utilizado pelos internos para chamar atenção. Segundo ele, na verdade, os presos querem transferência para outras unidades e regalias.

‘’São privilégios que, por questões de segurança e estrutura, não podemos oferecer. Eu mesmo provei a refeição e comprovei que estava em condições ótimas para o consumo’’, afirmou Marcílio.
Também conforme o delegado, a Polícia Militar foi chamada para auxiliar na ocorrência. De acordo com ele, após conversa com os detentos, todos se acalmaram antes mesmo da chegada da PM.

‘’Os militares nos ajudaram a retirar todos os internos das celas para que o caso fosse registrado, após a situação se normalizar. Os três presos que comandaram a confusão foram citados na ocorrência e vão responder processo’’, encerrou Marcílio à reportagem.

Em Água Clara, presos fazem princípio de rebelião por visita íntima e melhor alimentação. (Foto: Ilustração/ Arquivo/ Perfil News).

Comentários