Capital continua sendo o epicentro da doença, com o registro de 391 casos confirmados de ontem para hoje

Mato Grosso do Sul registrou nesta sexta-feira, 7, o maior número de óbitos em um único dia desde o início da pandemia: 23 mortes foram assinaladas em decorrência da Covid.

Dentre os mortos, 12 eram residentes de Campo Grande. Com esses números, o estado contabiliza 481 vítimas fatais da doença. “Dos óbitos registrados, 19 possuíam alguma comorbidade ou relação de risco. Mas a doença acomete todas as idades, independentemente de ter alguma comorbidade ou não”, alertou a secretária adjunta da SES, Christine Maymone.

318 óbitos no Estado foram registrados apenas em julho.
Nos primeiros 7 dias de agosto: 73 vítimas fatais

Maymone alerta que nem todas as mortes registradas aconteceram nas últimas 24h. “Estamos falando dos registros. Elas foram registradas nesse período”, explicou.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado hoje o estado já soma 29.988 casos confirmados. Desses, 887 exames deram positivos em apenas 24 horas. A Capital continua sendo o epicentro da doença, com 391 casos novos em 24h. Mais de 500 pessoas estão internadas em decorrência da doença no estado.

Mesmo diante do aumento de casos em Mato Grosso do Sul, a média de pessoas que permaneceu em casa nesta quinta-feira (6) foi de 35,2%. Com esse índice o Estado ocupa a 24ª colocação entre as unidades da federação. Já entre as capitais brasileiras, Campo Grande tem a segunda pior taxa de isolamento social, com média de 34,3%.

A alta mobilidade social continua fazendo parte da rotina do sul-mato-grossense conforme as taxas mapeadas para o dia. O menor índice registrado foi em Batayporã que teve média de 26,9%. A maior taxa foi de 60,7% mapeada em Figueirão.

Isolamento social em Campo Grande de 1° de julho a 6 de agosto
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