12/08/2008 12h20 – Atualizado em 12/08/2008 12h20

Com a diferença de apenas um voto- 98 contra e 97 a favor, os acadêmicos decidiram pelo fim do movimento de greve, deflagrado desde a última quinta-feira (7) no campus de Três Lagoas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. A decisão foi tomada em assembléia que aconteceu na noite de ontem (11) na unidade II da instituição.

 

Na ocasião, os representantes dos estudantes repassaram as ocorrências dos protestos durante a ocupação nas imediações da reitoria, em Campo Grande, onde um grupo de estudantes de Três Lagoas juntamente com acadêmicos de outros campi acampou no local. Em Três Lagoas, os estudantes bloquearam o acesso à universidade.

 

O movimento é pela transparência no processo eleitoral para escolha de novo reitor. Os estudantes defendem o voto paritário- com mesmo peso para professores, técnicos e alunos, nas eleições para colegiado, conselhos e para reitor- igualdade de 33%; mudança da data da eleição para reitor. Na capital, a conversa com o reitor Manoel Peró, não resultou, segundo os acadêmicos em avanços nas reivindicações. Foi proposta a realização de duas eleições, uma para reitor, pelo sistema paritário e a outra, em 3 de setembro, no Coun (Conselho Universitário) destinada para a lista tríplice. Como forma de legitimar as discussões, os acadêmicos procuraram auxílio da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

 

CONTRATOS

Outro problema que afeta a universidade é a falta de professores. A exoneração de dezenas de docentes contratados prejudica vários cursos. Além disso, os acadêmicos defendem a efetiva assistência estudantil, moradia e restaurante universitário, contratação de professores efetivos; melhoria na infra-estrutura, dentre outras coisas.

Uma nova assembléia acotecerá nos próximos dias para definir como serão os protestos mesmo com os estudantes em aula.

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