15/05/2013 10h33 – Atualizado em 15/05/2013 10h33

Quatro unidades de cada corporação estão com problemas. Corpo de Bombeiros deve ter frota renovada em junho.

Da Redação

A morte de um motociclista em um acidente de trânsito em Campo Grande no fim de semana trouxe à tona a discussão sobre o número de ambulâncias usadas no serviço de resgate. Tanto o Corpo de Bombeiros como o Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) estão com veículos parados com problemas de manutenção.

Em uma oficina mecânica que fica no bairro Jardim Paulista, em Campo Grande, quatro unidades do Samu estão em reparos há cerca de dois meses. Dois veículos precisam de troca de peças do motor. Uma ambulância está pronta para voltar às ruas.

De acordo com o Samu, quando o serviço é solicitado, a ambulância leva em média de 5 a 7 minutos para chegar ao local de socorro. Mas no último fim de semana, em Campo Grande, uma motocicleta e uma caminhonete bateram. Testemunhas relataram que o socorro ao motociclista, que acabou morrendo, demorou de 30 a 40 minutos. O Samu diz que a ambulância enviada ao local era de atendimento básico, e que, quando os socorristas notaram a gravidade do caso, chamaram uma unidade mais avançada. Mesmo assim, o tempo de atendimento foi considerado dentro dos padrões.

Atualmente há 13 viaturas em funcionamento, duas a mais que o habilitado pelo governo federal. Outras duas unidades novas devem começar a ser usadas nos próximos dias. Segundo o coordenador do serviço, Luiz Antônio Moreira da Costa, a falta de unidades de resgate não é o principal problema. O que pode atrapalhar é a retenção de macas nos hospitais para onde as vítimas são levadas.

No Corpo de Bombeiros há oito unidades de resgate, mas apenas quatro estão disponíveis para uso. Nos últimos três anos, segundo a corporação, o número de atendimentos dobrou em Campo Grande. São cerca de 60 procedimentos por dia.

A previsão é que, até o final de junho, 15 novas unidades de resgate dos bombeiros comecem a funcionar em Mato Grosso do Sul. Pelo menos nove devem ser destinadas a Campo Grande, para a renovação da frota.

(*) Com informações de G1 MS

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