04/10/2019 14h01

Quanto maior a renda, menor o impacto da alimentação e habitação no orçamento familiar

Campo Grande News

O gasto mensal médio das famílias de Mato Grosso do Sul, em 2017 e 2018, era de R$ 4.903,67 e metade deste valor é destinado à habitação e alimentação. O dado é da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), divulgada nesta sexta-feira (4) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Conforme o levantamento, famílias com renda de até R$ 1.908, gastam em média R$ 1.729,77 por mês. Já as que vivem com mais de R$ 23.850, consomem ao menos R$ 26.973,74 por mês.
Os gastos com comida e moradia chegam a 60% entre aquelas que têm rendimento de R$ 1.908 a R$ 2.862.

Quanto maior a renda, menor o impacto da alimentação e habitação no orçamento familiar, chegando a corresponder a somente 22,3% para as famílias que tem renda de mais de R$ 23 mil.

Por outro lado, os gastos com transporte, aquisição de bens, reforma de imóveis ou outras despesas correntes (impostos, contribuições trabalhistas, pensões, mesadas, doações, previdência privada e outras) têm maior impacto nas famílias com maiores rendimentos, chegando a representar 49,9% das despesas.

Quem ganha menos tem mais despesas com remédios também. Em 2017 e 2018, as famílias com menores rendimentos comprometiam 4,1% do orçamento com medicamentos, aquelas com maiores rendas gastavam 1,4%.

Comer fora – Na comparação com a pesquisa dos anos de 2008 e 2009, a despesa com alimentação dentro domicílio perdeu participação para os gastos com comida em lanchonetes e restaurantes. Naquele período, cerca de 74,1% do consumo era dentro de casa e 25,9%, fora. Já em 2017 e 2018, as despesas com o “comer fora” aumentaram para 42,5%.

O maior gasto no supermercado é com as carnes, vísceras e pescados, 14,2% da conta com alimentação. Na pesquisa anterior, 18% da lista de compras era composta pelas proteínas animais.

Já os cereais e leguminosas, onde se encaixa o arroz e o feijão, representa 6,3% dos gastos.

O Estado tem 909 mil famílias com quantidade média de 2,93 indivíduos, conforme o IBGE.

Em bairro carente de Campo Grande, bebê come arroz e feijão; famílias com menor renda gastam até 60% do que ganham para comer e morar (Foto: Alcides Neto/Arquivo)

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