05/03/2013 08h43 – Atualizado em 05/03/2013 08h43

Da Redação

Nos trabalhos de mutirão pelos bairros de Paranaíba, o Controle Municipal de Vetores tem registrado um grande número de focos da dengue. Os dados são preocupantes e colocam a cidade em alerta para uma possível epidemia caso os focos não diminuam.

Conforme Ymara Lúcia Zanin Palchetti, coordenadora do Controle Municipal de Vetores, o órgão realiza o mutirão junto com as visitas domiciliares e os resultados apresentados não são os mais positivos. “A questão é séria e nós precisamos da ajuda das pessoas para que não vivamos uma situação epidêmica em nossa cidade”, contou.

No mutirão, os agentes recolhem qualquer tipo de depósitos e anotam em boletins os locais que estavam com foco (presença da larva do mosquito). Geralmente, são dois dias de trabalho em um bairro (em algumas localidades o serviço pode ser feito em um dia).

No São José, foram encontrados 54 focos; no Jardim América I e no Jardim América II, os agentes encontraram 124 focos; Jardim Santa Elisa, bairro pequeno, perto do Clube da Terceira Idade, 33 focos foram registrados no mesmo dia. No ponto que o Controle chama de Santo Antônio VII, perto do Lar de Idosos Santo Agostinho e Cemitério (onde foram registrados casos de dengue), os agentes encontraram 64 focos em dois dias.

A média, alertou a coordenadora, em um ou dois dias de trabalho é bastante alta. Os agentes também registram o tipo de depósito onde a larva é encontrada, e os predominantes são classificados como D-2 (descartáveis): vasilhas plásticas de margarina, sorvete, entre outras. “Nós precisamos do auxílio dos proprietários das residências e comércios para que façam aquela vigília uma vez por semana”, comentou.

Ymara observou que as chuvas em Paranaíba nos últimos meses são propícias para o Aedes aegypti: caem durante algum tempo, não são constantes e logo vem o calor.

Segundo a coordenadora, algumas pessoas mostram consciência em relação ao problema. Em um caso na semana passada, uma moradora entrou em contato com o Controle de Vetores para falar que tinha encontrado duas vasilhas plásticas com focos. Ela queria saber o que fazer. A vasilha era de margarina, então o controle sugeriu que a mulher jogasse as larvas na areia, de uma maneira que ele não escorra e chegue onde tem água. Se o depósito for grande e não puder ser removido, a pessoa deve buscar a ajuda do Controle de Vetores. “Com a população sendo vigilante e colaborando, teremos menos casos”, acrescentou.

(*) Com informações de Jornal Tribuna Livre

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