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quarta-feira, 20 de outubro, 2021
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Em ‘tour’ pelo Hospital Regional, Perfil News comprova que 99,8% da obra está pronta

Reportagem visitou empreendimento e traz detalhes sobre a finalização. Obra causou controvérsia em Três Lagoas e Estado por conta de atrasos

Acompanhando a obra desde o seu início, em maio de 2017, e cobrando dos órgãos competentes repostas diante de todos os atrasos e paralisações ao longo desses 51 meses de edificação, a reportagem do *Perfil News* esteve, nesta terça-feira (27), no Hospital Regional de Três Lagoas, que fica próximo ao Distrito Industrial, às margens da BR-158.

Durante transmissão ao vivo pelo Facebook, o jornalista Ricardo Ojeda fez um ‘tour’ pelo empreendimento que, de acordo com o Governo do Estado, está concluído 99,8%. O complexo foi construído pela Sial Engenharia – vencedora de processo licitatório – e conta com um investimento na ordem dos R$ 56,4 milhões.

FALTAM 0,2%

Durante a visita à obra, a *reportagem* passou por todas as alas do hospital, divididas em três andares. Foram mostrados os espaços de ambulatórios, laboratórios, urgência e emergência, leitos, centros cirúrgicos, esterilização, UTIs e centro administrativo.  Conforme apurado pela reportagem o empreendimento recebe, agora, no interior, serviços de limpeza, pequenos reparos e retoques na pintura. O trabalho trata-se justamente dos 0,2% que restam para finalizar e edificação.

REDE ELÉTRICA

Ainda na live, foi esclarecido que o interior do hospital já conta com sistema de energia elétrica instalado e que, no momento, a Sial Engenharia faz a interligação com a rede de alta tensão de linha pública exterior. O serviço é necessário, segundo apurou o Perfil News, devido à grande demanda de equipamentos que o hospital abrigará, principalmente.

ACESSO E ENTREGA

Ao *Perfil News*, o secretário-adjunto de Infraestrutura do Estado, Pedro Arlei Caravina, frisou que áreas de acesso ao hospital estão sendo construídas pela CGR Engenharia. O prazo contratual para a realização do serviço é de 6 seis, mas o secretário, otimista, acredita que seja finalizado em 60 dias, prazo que teria garantido a ele o diretor da empresa vencedora da licitação.

De acordo com Caravina, assim a Sial Engenharia finalizar os acabamentos as chaves do hospital serão entregues ao Secretária Estadual de Saúde, Geraldo Rezende. Para compra de equipamentos, o governo Federal repassou R$ 36,6 milhões em recursos. Já o Estado de Mato Grosso do Sul entrará com contrapartida de R$ 6,3 milhões, totalizando R$ 43 milhões em investimentos.

GESTÃO HOSPITALAR

Conforme nota enviada pela assessoria da Secretaria de Saúde do Estado, alguns equipamentos e mobílias para o complexo já estão no almoxarifado da Secretaria, outros, esperam processo licitatório para compra de outros aparelhos e equipamentos. Sobre a gestão da unidade está em análise na Procuradoria Geral do Estado (PGE) proposta de chamamento público para escolher a organização social que cuidará da administração hospitalar.

Existe, também, a expectativa de provável parceria com a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo em vista que o campus de Três Lagoas conta com o curso de medicina. Porém, esse entendimento ficará sobre responsabilidade da empresa que vai gerir o hospital.

Ao final da live, Ojeda relembrou que o ‘pico’ da obra contou com cerca de 350 colaboradores, direta e indiretamente. O hospital será referência em saúde para toda a Costa Leste de Mato Grosso do Sul e atenderá pacientes de alta e média complexibilidade.

O Ministério da Saúde repassou recursos da ordem de R$ 36,6 milhões para a compra dos equipamentos. O governo do Estado deverá aplicar uma contrapartida de R$ 6,3 milhões, totalizando um investimento previsto de aproximadamente 43 milhões. Alguns equipamentos e mobílias já se encontram no almoxarifado da Secretaria de Estado de Saúde; outros ainda estão em fase de licitação para a compra.

Em relação à gestão do futuro hospital, atualmente, encontra-se em análise na Procuradoria Geral do Estado (PGE) proposta de chamamento público para a escolha da Organização Social (O.S.) que irá administrar do futuro hospital. Após a aprovação da análise, a Secretaria de Administração (SAD) vai abrir um chamamento público para receber a(s) propostas da(s) Organização (ões) Social (is) interessada(s). Esse processo deverá estar concluído até meados de setembro.

CRONOGRAMA ATRASADO

Conforme o cronograma inicial do Governo do Estado, a obra estava prevista para ser entregue em 2 anos, porém decorridos mais de 50 meses, devido a sucessivos adiamentos, não há uma previsão de quanto será inaugurada.

O empresário (de camisa azul), Magid Thomè Filho, acompanhado pela família esteve no gabinete da então prefeita Márcia Moura, onde, em 10 de junho de 2014 assinou o termo de doação da área ao Governo do Estado para a construção do hospital (Foto: Ricardo Ojeda/Arquivo)

HOMENAGEM AO PIONEIRO

A área onde o hospital foi construído é uma doação do empresário Magid Thomé Filho, feita ainda na gestão da então prefeita Márcia Moura. Provavelmente agradecida pelo gesto do empresário, ela sugeriu que o empreendimento recebesse o nome de Hospital Regional Magid Thomé, em referência ao pai do empresário, de tradicional família três-lagoense.

PROJETO DE LEI

A sugestão agradou o deputado estadual Eduardo Rocha (MDB) apresentou um projeto de lei na Assembleia Legislativa no que foi aprovado em plenário no dia 19 de abril de 2017. O projeto recebeu o número 00073/2017.

QUEM FOI MAGID THOMÉ?

O homenageado é filho de imigrantes libaneses e nasceu em Três Lagoas em 05 de maio de 1927. Foi casado com Nilza Tebet Thomé no qual tiveram quatro filhos; Magid, Murilo, Valéria e Leandro Thomé.

Magid Thomé (foto) iniciou as atividades comerciais muito cedo, devido o falecimento prematuro de seu pai, tendo que assumir os negócios da família, administrando a Casas Barateiras. Porém ele desenvolveu várias outras atividades na cidade, lançando vários loteamentos, dos quais, o bairro Nossa Senhora Aparecida (antiga Vila Thomé), Parque das Mangueiras. Atuou também em empreendimentos agropecuários, plantação de eucaliptos e pinus em Três Lagoas e região.

Além de todas essas atividades, no ano de 1968, Magid Thomé ainda encontrou tempo para assumir como provedor do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, cargo sem remuneração na época.

Naquela ocasião o hospital passava por dificuldades financeiras estava na eminência de ser fechado. Foi quando ele assumiu, juntamente com toda equipe de colaboradores, principalmente com a dedicação total das irmãs de caridade (freiras). A partir desse ano o hospital foi recuperado e construído um pavilhão infantil, Raio X e lavanderia.

Também foi ampliado os aposentos das irmãs, refeitório, sala para os médicos e por último ao finalizar a gestão que durou 10 anos de 1968 a 1978 foi construído a maternidade Dr Monir Thomé.

(*) Redação com reportagem de Ricardo Ojeda

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