Tecnologia permite monitorar a pressão na rede e a vazão da água

Com reservatórios apoiados, elevados e enterrados, e capacidade de armazenamento em torno de 11,7 milhões de litros de água tratada, o sistema de abastecimento de água na terceira maior cidade de Mato Grosso do Sul é um dos mais complexos operados pela Sanesul.

Com 30 poços em atividade (22 são monitorados pela telemetria) e uma capacidade de produção de 2,7 milhões de litros por hora, a rede de abastecimento chega a mais de 60 bairros de Três Lagoas, um serviço já universalizado para os moradores.

Com ajuda da tecnologia, via computadores e um programa desenvolvido especialmente para acompanhar todo o processo de captação, tratamento, reservação e distribuição de água tratada, a telemetria faz todo o controle do sistema de abastecimento da cidade.

“Nós usamos a telemetria praticamente para tudo. O sistema operacional, que era bem complexo, agora é dinâmico e prático. Por meio dos gráficos gerados, conseguimos medir a vazão e a pressão na rede e assim saber se há algum vazamento e desperdício de água”, explica Alexandro da Silva, Eletromecânico, responsável pela telemetria na Sanesul de Três Lagoas.

Implantada no ano de 2008 na unidade, ela é uma ferramenta primordial para controlar também a reservação do sistema.  Com a capacidade de reservação em 11,7 milhões de litros, a empresa garante a qualidade do serviço e abastecimento para uma população estimada em 126 mil pessoas (segundo último levantamento do IBGE).

“Antes, os colaboradores realizavam o monitoramento durante o período de expediente e após este período somente via remoto (VPN) por meio de um computador. Agora, por meio de câmeras, os gestores e técnicos acompanham o sistema em tempo real via celular, de qualquer local, podendo identificar e resolver problemas de imediato, evitando o desabastecimento por motivos operacionais”, relatou o Gerente Regional Adilson Silva Bahia.

Com a telemetria o monitoramento acontece 24 horas por dia. “Com a análise feita por leitura de gráficos, conseguimos fazer o controle de toda a distribuição. Se a pressão está baixa na ponta da rede sabemos que em algum ponto pode ter vazamento, e com a equipe de campo que já conhece bem o sistema o problema é facilmente detectado e resolvido”, explica o gerente.

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