16/04/2015 10h23 – Atualizado em 16/04/2015 10h23

O Fetracom/MS representa mais de 120 mil empregados no comércio e segundo o sindicato só trará prejuízos

Assessoria

Representantes dos trabalhadores no comércio dos municípios de Mato Grosso do Sul, reunidos ontem em Campo Grande, resolveram entrar na briga contra o “famigerado” Projeto de Lei 4.330/2004, que trata da terceirização. A Fetracom/MS (Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços de MS e seus sindicatos filiados, que representam mais de 120 mil empregados no comércio, entendem que a medida provocará o caos no mercado de trabalho e um dos principais efeitos será a drástica redução de salários.

O salário dos trabalhadores terceirizados é 24% menor do que o dos empregados formais, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), informa Idelmar da Mota Lima, presidente da Fetracom/MS e do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande – Sec/CG.

Pedro Lima, presidente do Sec/Dourados, disse que “a bancada parlamentar Federal de Mato Grosso do Sul, eleita sobretudo com a maioria de votos da classe trabalhadora, no nosso entendimento, tem o dever de impedir que esse malfadado projeto de lei seja aprovado”.

“Apelamos aos senhores (as) deputados e senadores para que somem força contra a aprovação dessa matéria, que certamente provocará a redução de salário bem como, a extinção da estabilidade e outros direitos trabalhista e previdenciários”, afirmou Estevão Rocha dos Santos, presidente do Seaac/MS (Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio e em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Empresas de Serviços Contábeis de MS).

A Fetracom e seus sindicatos filiados somam forças com outras federações, centrais sindicais e confederações, de trabalhadores na luta contra a aprovação da PL 4.330. “A classe trabalhadora sul-mato-grossense precisa tomar posição e contribuir para que o Brasil não seja afetado por tamanha ameaça”, afirma Divino José Martins, presidente do Sec/Ponta Porã.

Entre as consequências, que causará a eventual aprovação do projeto de lei, a toda classe trabalhadora as entidades citam como exemplo, o salário dos trabalhadores terceirizados já serem em média 24% menor do que o dos empregados formais, segundo o Dieese. No setor bancário, a diferença é ainda maior: eles ganham em média um terço do salário dos contratados diretamente.
Além disso, os terceirizados trabalham em média, 3 horas a mais por semana do que contratados diretamente. Com esses trabalhadores fazendo jornadas maiores, certamente irá diminuir os postos de trabalho em todos os setores. “São por essas e outras razões, que não podemos permitir a aprovação desse Projeto”, afirma Sidney Ribeiro, presidente do Sec/Naviraí.

(*)Fetracom/MS

Idelmar, presidente da Fetracom-MS é contra o Projeto de Lei. (Foto: Divulgação)

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