23/04/2018 17h10

Denunciante gravou vídeo e enviou ao Perfil News; hospital se pronunciou sobre o caso

Ricardo Ojeda

O empresário Davi Lopes Medina, de 26 anos, é autor da filmagem denunciando o pouco causo e irresponsabilidade protagonizada por enfermeiros, segurança e os atendentes do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, de Três Lagoas. O fato teria ocorrido às 0h30 de domingo (22). As imagens foram enviadas à redação do Perfil News pelo próprio denunciante.

Medina, junto do seu sócio e companheiro, João Marcelo Arantes Braga Barberis Nabas, atenderam um pedido de seu funcionário, Roger Henrique dos Santos Constantino, informando que sua mãe, Rosângela Aparecida dos Santos, Ferreira estava passando mal, e se podia levá-la ao hospital.

Quando lá chegaram, a mulher mal podia respirar e de imediato foi registrada a ficha de atendimento. Após isso, a senhora foi levada para a sala de triagem, porém, ao chegar à sala, havia mais gente, as quais informaram que já aguardavam por mais de 2 horas para serem atendidos.

Segundo foi informado à reportagem, uma outra mulher estava com pressão alterada e aguardava atendimento há duas horas. A alegação, conforme os denunciantes, é que os enfermeiros estariam em atendimento.

Diante da gravidade de Rosângela, Davi retornou à recepção pedindo urgência para a mulher ser atendida, fato que não aconteceu.

Quando já não sabia mais a quem recorrer, Davi avistou através de uma porta de vidro, alguns enfermeiros que estavam parados em uma sala, enquanto os pacientes esperavam.

Vendo que o procedimento não era compatível com a situação, ele foi novamente reclamar na recepção, foi onde o segurança disse que iria chamar a polícia. A partir daí, o empresário pegou seu celular e começou a filmar. Davi relata que foi ofendido pelo segurança, que o teria chamado de cachorro, por várias vezes. Só após a gravação do vídeo, os pacientes, que aguardavam, foram atendidos. O empresário afirmou que, nesta segunda-feira (23), registraria um boletim de ocorrência contra o hospital.

OUTRO LADO

Procurado pela Perfil News, o hospital Auxiliadora emitiu uma nota sobre o caso, por meio de sua assessoria de comunicação. Veja o conteúdo na íntegra:

O Hospital Auxiliadora informa que na hora na chegada do paciente havia um atendimento emergencial e a equipe estava envolvida. O horário de atendimento da paciente Rosângela Aparecida dos Santos Ferreira foi às 22h26 com queixas de: cefaleia, vômito e tontura, a paciente foi triada e classificada como verde, às 22h36, que caracteriza como baixo risco de agravo imediato à saúde, podendo ser atendido em até 2 horas de acordo com a portaria do Acolhimento de Classificação de Risco, proposto pelo Ministério da Saúde. A paciente foi classificada inicialmente como azul, porém, por ser portadora de diabetes foi classificada com a cor verde. A mesma foi medicada e assistida pela equipe médica dentro do período estabelecido.

De acordo com a Consolidação das Leis Trabalhista – CLT, em qualquer trabalho contínuo caracterizada pela jornada 12 x 36 há o direito do descanso de 1 hora por turno. O Hospital Auxiliadora se organiza em formato de revezamento para que todos os colaboradores cumpram a exigência e não deixar o setor desassistido.

Trabalhamos com o protocolo de classificação de risco proposto pelo Ministério da Saúde, que rege as cores: vermelha, o paciente tem que receber atendimento imediato, amarelo, condição que pode agravar, tempo de espera até 30 minutos, verde pouco urgente baixo risco de agravo imediato à saúde, atendimento 2 horas de espera e azul não urgente, sem risco imediato de agravo a saúde, tempo de espera, até 4 horas.

Lembrando que, o hospital é porta de entrada para atendimento de urgência e emergência, somos portas abertas, porém trabalhamos com a classificação de risco, casos menos graves poderão ser encaminhados a Unidade de Pronto Atendimento – UPA.



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