27/11/2018 09h29

Redação

O ex-secretário-adjunto de Fazenda, André Luiz Cance, o empresário Antônio Celso Cortez e um homem que serveria de “laranja”, Romilton Rodrigues de Oliveira, são os outros três alvos de mandados de prisão da 6ª fase da Operação Lama Asfáltica, batizada de Computadores de Lama e deflagrada na manhã desta segunda-feira (27).

Apelidado de “Bill Gates Pantaneiro”, o empresário João Roberto Baird foi o primeiro preso a chegar à sede da PF (Polícia Federal) de Campo Grande para depor nesta manhã.

Cance já foi alvo de outras fases da Lama Asfáltica, Antônio Celso Cortez é dono da PSG Tecnologia Ltda. e seria sócio de Baird. Já Romilton é pecuarista e também estaria envolvido em esquema para desvio de dinheiro dos cofres públicos e remessas de valores de forma clandestina para o exterior.

Em Paranhos, um dos mandados de busca foi cumprido no supermercado Novo Rumo. Ainda não há detalhes sobre qual o envolvimento da empresa no esquema. O Campo Grande News tentou falar com o proprietário e funcionária informou apenas que o dono “não vai falar nada sobre o assunto”.

Computadores de Lama – A PF (Polícia Federal), a CGU (Controladoria Geral da União) e a Receita Federal foram às ruas nesta manhã para cumprir 4 mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão em Campo Grande, Jaraguari, Dourados e Paranhos.

Em Campo Grande, equipe foi no TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul), no Parque dos Poderes. No local, as buscas foram feitas no gabinete de assessor do conselheiro Osmar Jerônymo, que foi braço direito de André Puccinelli (MDB).

Os policiais e agentes da CGU e da Receita também fazem buscas no escritório de advocacia Fábio Leandro Advogados Associados. Fábio Castro Leandro, que dá nome à empresa de assistência jurídica, foi procurador-geral da Prefeitura de Campo Grande quando Gilmar Olarte assumiu o comando do Executivo municipal. O advogado também é filho do desembargador do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Paschoal Carmello Leandro.

A força-tarefa apreendeu documentos ainda na casa de João Baird, no Edifício Monterosso, na rua Antônio Maria Coelho, próximo ao Shopping Campo Grande.

De acordo com a PF, nesta fase, donos de empresas de informática que prestam serviços para o Poder Público são investigados por enviar valores clandestinamente para o exterior e o uso de “laranjas” para ocultar patrimônio adquirido com dinheiro desviado dos cofres públicos.

O desvio se dava por meio da compra fictícia ou ilegal de produtos e contratos simulados, conforme a apuração.

(*) Campo Grande News

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