07/02/2012 07h47 – Atualizado em 07/02/2012 07h47

Fifa vai até possível centro de treinamento para jogadores da Copa em Campo Grande

Engenheiros falam que precisará de várias adequações

Midia Max

Mesmo sem dar uma parecer final sobre a possibilidade de Campo Grande ser sede para os jogadores da seleção na Copa de 2014, a visita técnica do engenheiro João Caetano ao Centro de Convivência do Idoso Vovó Ziza, no bairro Tiradentes, deixou esperanças ao diretor presidente do local, Valdir Gomes, que acredita que os benefícios principais serão reformas e ampliações.

”Apesar de não ter jogos na Capital, a vinda da seleção é benéfica. Mas há inúmeras reformas para se adequar as normas da Fifa (Entidade Diretora do Futebol Mundial), já que ele respondeu um questionário de mais de cem questões. Para a construção de sala de imprensa, alojamento, sala de fisioterapia e academia, além de readaptação dos banheiros e asfalto no estacionamento, temos uma área disponível de dois mil m²”, afirma o diretor-presidente.

Após medir o gramado, o engenheiro falou que os números não são profissionais e também da necessidade de subir os muros. “A piscina também é semi-olímpica e ele disse que em poucos lugares que visitou, como Maceió, existia a piscina juntamente com o gramado. Mesmo sem dar parecer, ele disse ter uma visão muito boa da cidade e que em breve teremos uma resposta”, diz o diretor-presidente.

CARDÁPIO

Sem alterações antes da visita, o presidente da Funesp (Fundação Municipal de Esportes), Carlos Alberto de Assis, afirma que o engenheiro viu o local da maneira que funciona. “Não adiantaria de nada a gente maquiar a realidade. Se nos adequarmos, vamos fazer tudo o que for pedido. E, no estado de Mato Grosso do Sul, não vejo nenhum concorrente para a recepção dos jogadores”, garante Assis.

Segundo Assis, clubes como o Rádio Clube e outros também se ofereceram para receber os jogadores. “As 31 seleções participantes da Copa terão um cardápio com 90 lugares e pretendemos estar lá. E é bem próximo de Cuiabá, menos de uma hora de voo”, garante Assis.

Descontente com a novidade, o aposentado Hélio Ferro, 71 anos, afirma o medo da possibilidade de perder o único lugar de lazer seu e da esposa. “Não deveriam trazer esse pessoal para tomar o lugar da gente. Aqui eu encontro os amigos, jogo sinuca, faço academia e venho para o baile com minha mulher há cinco anos. Se isso aqui acabar, não vamos ter aonde ir”, lamenta o aposentado.

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