02/06/2015 09h23 – Atualizado em 02/06/2015 09h23

Embora pouco provável, já há quem aposte num possível embate entre os ex-governadores Zeca do PT e André Puccinelli (PMDB) na disputa pela prefeitura da Capital nas próximas eleições. Assim, eles reeditariam a briga que tiveram pelo comando da cidade em 1996, quando o peemedebista venceu o pleito por emblemáticos 411 votos. Zeca nunca digeriu bem essa derrota, mas teve que engolir a seco e esperar por um revide que acabou não acontecendo.

AUSÊNCIA

A reunião do PMDB ocorrida ontem de manhã em Campo Grande não contou com presença de ilustre filiado. O ex-prefeito da Capital, Nelsinho Trad, não compareceu ao encontro e deu margem para especulação sobre sua saída do partido. Como todos sabem, Fábio e Marquinhos, seus irmãos, estão em pé de guerra com o ex-governador André Puccinelli e devem se desligar em breve da legenda. Marquinhos, inclusive, tem pretensão de lançar sua candidatura à prefeitura da Capital no ano que vem.

JOGO

Nem governo e nem prefeitura recuou da decisão de manter como está o salário de seus professores. Com a radicalização da categoria em torno da greve, o assunto deve passar para a esfera judicial, que deverá decidir sobre essa paralisação. Com isso, milhares de alunos e pais são os grandes prejudicados. Enquanto isso, os sindicatos que passam o tempo todo fazendo sabe-se lá o que, tentam desacreditar os governos, municipal e estadual, diante da população. Lamentável.

DESESPERO

A correria dos prefeitos brasileiros é tanta que um deputado apresentou proposta sugerindo a suspensão do decreto presidencial que bloqueia os chamados “restos a pagar”, verbas que o governo federal deve as prefeituras, mas a companheira Dilma resolver cortar. Aliás, o pacote de maldades da petista tirou a ninharia de R$ 213 milhões das prefeituras de MS como parte de emendas parlamentares referentes a 2013 e 2014.

URGÊNCIA

Na verdade, o Projeto de Decreto Legislativo 92/2015 foi apresentado pelo deputado Manoel Júnior (PMDB-PB) a pedido da CNM (Confederação Nacional de Municípios). Ele justifica em sua proposta que o governo federal não pode cometer essa injustiça com os gestores públicos num momento de intensa crise. Por isso deve requerer regime de urgência para apreciação da matéria.

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