14/04/2015 15h24 – Atualizado em 14/04/2015 15h24

Equipes do Grand Prix Senai selecionam ideias para projetos no 4º MS Florestal

Ao todo são três equipes que buscam criar produtos e processos para produção de energia a partir da biomassa

Assessoria

Quando o cronômetro do Grand Prix Senai de Inovação – Energia a partir da Biomassa disparou, na tarde de segunda-feira (13), no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande (MS), os competidores iniciaram a luta contra o relógio e nas primeiras horas de confinamento já contabilizaram 34 ideias de projetos inovadores.

O resultado da produção dos 18 competidores está gravado em post it espalhados pelas paredes das salas e a disputa segue até às 19 horas desta terça-feira (14), quando as ideias serão avaliadas e será definida a equipe vencedora que será anunciada na quarta-feira (15) às 11 horas no encerramento do 4º Congresso Florestal de Mato Grosso do Sul (MS Florestal).

A proposta era que em 20 horas as três equipes participantes criassem a maior quantidade de soluções industriais para desafios com base no tema “Energia a partir da Biomassa”. Na reta final, a missão de cada uma das equipes é aperfeiçoar os projetos e escolher as melhores ideias para submeter à avaliação.

Marcela Salazar, pesquisadora do Instituto Senai de Inovação – Biomassa (ISI Biomassa) e líder da equipe azul, batizada de Equitt, disse que o desafio inicial foi mostrar aos integrantes a parte conceitual e identificar o potencial inovador das ideias. “Foram sete ideias voltadas para resíduos urbanos, aproveitamento de resíduos da cana e da madeira, além da geração de novos produtos”, comentou.

Representante da equipe vermelha, que recebeu o nome de Ferrari Group, o pesquisador do ISI Biomassa, Bruno Vaz de Oliveira, contou que as primeiras horas foram frutíferas e que o grupo conseguiu reunir 20 ideias voltadas para a criação de produtos industriais, mas que a fase de seleção reduziu para apenas cinco ideias que estão mais adequadas ao foco da produção de energia. “O grande desafio dessa competição é a pressão para geração de ideias em um pequeno espaço de tempo. Mas, gerar ideias inovadoras desta forma nos tira da zona de conforto e isso, por si só, já é um desafio”, afirmou.

Já Hélio Mera, pesquisador do ISI Biomassa e líder da equipe amarela, chamada de Bio+ Creative Solutions, salientou que surgiram sete ideias em um primeiro momento e apenas cinco prosseguiram. “Levamos em conta os desafios lançados para a geração de energia a partir da biomassa e buscamos um enfoque com aspecto sociais das ideias como sustentabilidade do processo, viabilidade técnica e atendimento ao cliente”, pontuou.

Composição

Cada uma das três equipes, que tem seis participantes para desenvolver ideias inovadoras, contam com representantes da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), pesquisadores do ISI Biomassa, alunos do curso superior de Logística da FatecSenai Campo Grande, especialistas em design de produtos e especialistas da Rede Senai dos Estados de Mato Grosso, Minas Gerais, Acre e Paraíba, além de empreendedores. Segundo a avaliação da diretora do ISI Biomassa, Carolina Andrade, as equipes se mostraram maduras para a produção de ideias inovadoras e têm recebido estímulos por parte dos empresários que se mostram interessados no desenvolvimento de novas tecnologias na área de biomassa.

“Isso abre oportunidades de trabalho e dá mais visibilidade a área de inovação, além de mostrar o Senai como desenvolvedor de tecnologia”, disse ela, acrescentando que recebeu a visita de empresas como Get2C e Beta1-4. O especialista em desenvolvimento industrial do Senai Nacional, Fábio Pires, ressaltou que o objetivo do Grand Prix é disseminar a cultura da inovação. “A intenção é entender os desafios de alguns setores conforme cada região, permitindo que empresas, alunos e pesquisadores possam discutir e criar soluções de acordo com a realidade das indústrias, aumentando sua competitividade”, declarou.

Desafios

As equipes irão trabalhar com soluções nas áreas de melhoria e aumento da eficiência no processo de transformação de biomassa em combustíveis, viabilização econômica do processamento da biomassa, viabilização técnica do processamento da biomassa, viabilização social do processamento de biomassa, minimização dos impactos ambientais nos processos de produção de base biológica, ampliação do uso de metodologia para a produção de energia sustentável, com quais novas tecnologias a bioenergia, a bioeletricidade ou o biocombustível podem ser produzidos, como inserir a bioenergia, bioeletricidade ou o biocombustível nas matrizes energética, elétrica ou de combustíveis, como melhorar o armazenamento de biomassa, como aumentar a eficiência logística da biomassa e como ampliar a pesquisa e inovação em biomassa.

“A equipe que tiver as melhores ideias será premiada com cinco tablets e para definir a equipe campeã serão observados vários critérios como quantidade total de ideias propostas, classificação das ideias propostas, entrosamento da equipe e apresentação das ideias selecionadas”, comentou Alonso Simões, técnico do Senai e um dos responsáveis pela organização do Grand Prix. Ele completou que o público do evento também poderá participar colando ideias em um painel que ficará exposto no local.

(*) Unicom – Unidade de Comunicação e Marketing/Fiems

Os competidores iniciaram a luta contra o relógio e nas primeiras horas de confinamento já contabilizaram 34 ideias de projetos inovadores (Foto: Divulgação/Unicom-Fiems)

A proposta era que em 20 horas as três equipes participantes criassem a maior quantidade de soluções industriais para desafios com base no tema

Cada equipe também é composta por especialistas da Rede Senai dos Estados de Mato Grosso, Minas Gerais, Acre e Paraíba, além de empreendedores (Foto: Divulgação/Unicom-Fiems)

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